Consultora de análise de dados é um dos projetos internacionais acolhidos pela incubadora de ideias de negócios do Instituto Politécnico de Setúbal – IPStartUP, que a elegeu como a start-up do mês na rubrica do Link To Leaders.

Nome da start-up: Data Corner

Fundador: Ali Rohani

Atividade: Gerir volumes gigantescos de dados e conseguir extrair deles informação relevante para a tomada de decisões estratégicas é, atualmente, uma das grandes dores de cabeça das empresas. Já apelidado de “petróleo do século XXI”, o fenómeno Big Data, que se refere à inimaginável quantidade de informação que trocamos diariamente num mundo ligado pela Internet, é também, cada vez mais, uma oportunidade de negócio. Vala Ali Rohani, fundador da Data Corner, uma das empresas incubadas na IPStartUP, percebeu isso mesmo há mais ou menos cinco anos, ainda em Kuala Lumpur, na Malásia, enquanto responsável pelos projetos de Análise de Dados em duas grandes empresas.

Iraniano de nascimento, o cientista de dados, com um doutoramento em Ciências da Computação e mais de 10 anos de percurso académico, decidiu então criar uma start-up, que rapidamente ganhou dimensão e ambição para voos internacionais.

Portugal surgiu na sequência de uma candidatura ao StartUP Visa, programa de acolhimento a empreendedores estrangeiros promovido pelo IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação. E Setúbal foi a escolha entre as cinco incubadoras nacionais que demonstraram interesse no projeto. Sobretudo pela singularidade do “ambiente académico” em que está inserida e no qual o investigador se sentiria naturalmente em casa, mas também por ser uma região de forte tecido industrial, com empresas de relevo como a Volkswagen Autoeuropa e a Navigator. “Percebi que era uma grande oportunidade de ter a colaboração do ensino superior e também da indústria”, lembra Vala Ali Rohani.

Porque merece destaque: “Registada em Portugal desde 1 de maio de 2019, a Data Corner cumpre o seu primeiro ano na incubadora IPStartUP com resultados francamente promissores. Angariou dois importantes clientes, tornou-se membro oficial da rede europeia EEN – Enterprise Europe Network, e planeia, ao longo de 2020, contratar dois colaboradores a tempo inteiro entre os estudantes do IPS que acolheu para estágio”, explica a incubadora de ideias de negócios do Instituto Politécnico de Setúbal.

Para a empresa, que já chegou com o seu produto criado e pronto, o papel da IPStartUP tem sido determinante a outros níveis. Não só no apoio aos trâmites burocráticos necessários à instalação do negócio, mas também, e acima de tudo, na apresentação da Data Corner ao mercado português. “O contacto para uma primeira reunião com o country manager da LPR – La Palette Rouge [empresa multinacional de logística], um diplomado daqui, foi-nos facilitado pelo IPS. Após duas, três reuniões, firmámos contrato”, sublinha Vala Ali Rohani, explicando que foi possível reduzir os custos do cliente em 22%, com uma proposta de otimização da sua rede de logística assente no histórico de dados da empresa. “Através da análise de dados e dos modelos matemáticos, aplicados às transações do último ano, chegámos às melhores localizações para os armazéns da empresa em Portugal”, conta o fundador da data Corner. Uma solução que, adianta, entretanto já suscitou o interesse de outras filiais europeias da multinacional.

Através da IPStartUp, a Data Corner teve também oportunidade de apresentar, em conferência, os seus serviços às empresas da região, tendo aí estabelecido contacto com um dos seus atuais parceiros, a Passio Consulting, uma consultora de Business Intelligence a quem faltava uma equipa na área da análise de dados.

Outra informação relevante: De futuro, a incubada pretende estreitar relações com o tecido industrial da península de Setúbal e reforçar também a divulgação dos seus serviços na área da formação em análise de dados. Com a sua equipa de académicos e cientistas de dados, a Data Corner promove regularmente workshops em países como Austrália, Tailândia e Malásia, onde tem sede, dispondo-se a fazer o mesmo em território nacional, o que “seria mais fácil para nós e mais barato para os clientes portugueses”, conclui Vala Ali Rohani.

Site: http://data-corner.com/

 

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