Start-up colombiana fecha as portas depois de não conseguir investimento

A start-up de social commerce Muni não conseguiu fechar uma ronda de financiamento Série B, de forma a continuar a sua atividade. Encerrou operações na Colômbia, Brasil e México.

A mudança de ventos no mercado de venture capital fez mais uma vítima. Sete meses depois de anunciar uma ronda de séria A no valor de 20 milhões de dólares (19 milhões de euros), a Muni, start-up de social commerce que recorre a catálogos e líderes de comunidade, para ajudar os consumidores a economizarem nas suas compras de supermercado, encerrou portas. O motivo: não conseguiu fechar uma nova ronda de investimento.

“A Muni é uma empresa que em curto prazo requer investimento para ser sustentável. As empresas de tecnologia normalmente demoram pelo menos cinco anos para serem rentáveis. E durante todo esse tempo, dependem do capital externo para funcionar. A Muni estava na mesma situação, e ainda que tenhamos trabalhado muito e tivéssemos uma equipa incrivelmente talentosa, as circunstâncias atuais impediram-nos de obter o capital necessário para continuar o nosso crescimento”, informou a start-up em comunicado publicado no seu site.

A empresa encerrou as suas operações na Colômbia, Brasil e México, mas garante que vai honrar todos os seus compromissos com parceiros e fornecedores, e que está a dar suporte aos seus colaboradores, bem como aos “Líderes Muni”, o centro do seu modelo de negócios.

Estes consultores atuavam num modelo muito semelhante ao da Avon. Pagam os pedidos através de um catálogo virtual no WhatsApp e encaminhavam para a Muni. A start-up assegurava, então, toda a logística de entrega num prazo de até 24 horas.

A empresa, que levantou mais de 27 milhões de dólares de investidores desde sua criação em 2019, tinha mais de 600 funcionários, como revela a sua conta no LinkedIn, e tentou, sem sucesso, fechar uma ronda de investimento da Série B, de forma a continuar a expandir e a sustentar a sua operação.

A empresa foi fundada e liderada por María Echeverri e contava com investimento da Lightspeed Ventures, Monashees e Pear VC.

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