Recorrendo a tecnologias da Microsoft e da Intel, o Hilab consegue fazer testes à glicose, gripe e zika, entre outras doenças, à distância e em poucos minutos.

À primeira vista o Hilab parece um eletrodoméstico ou até uma caixa de som portátil, mas o dispositivo cumpre uma função bem mais nobre: realiza diversos tipos de exames laboratoriais em até 15 minutos.

“A nossa intenção é democratizar a saúde no Brasil”. É assim que o CEO da Hi Technologies, Marcus Figueredo, de 33 anos, define o objetivo de sua empresa que acaba de lançar um aparelho portátil capaz de realizar exames ao sangue à distância.

O Hilab funciona de forma simples. Primeiro, um profissional de saúde recolhe algumas gotas de sangue do paciente e coloca numa pequena cápsula, que é depositada dentro da máquina. O aparelho cria, então, uma “versão digital” da amostra e envia para um laboratório físico, localizado em Curitiba.

Depois, o resultado é mandado de volta para que o médico determine o diagnóstico mais apropriado. O Hilab é capaz de realizar análises à glicose, dengue, chikungunya, vitamina B, entre outros.

“Toda a nossa tecnologia já foi regulamentada junto à Anvisa [Agência brasileira de Vigilância Sanitária] e vários médicos já testaram o aparelho antes do seu lançamento”, explica Figueredo, acrescentando que “queremos revolucionar o modo de entrega do exame laboratorial e acreditamos que com o Hilab temos essa oportunidade. Não há nada de novo na parte bioquímica da coisa, mas a logística é muito mais prática”..

Os aparelhos estão a ser entregues de forma gratuita a médicos e clínicas dos estados de São Paulo e Curitiba. Segundo Figueredo, o dinheiro recebido provém unicamente do parecer técnico realizado pelo aparelho.

“Os exames são mais baratos que o praticado pelos principais laboratórios do país. A nossa análise de zika, por exemplo, custa quatro a cinco vezes menos que o padrão do mercado. Estamos a procurar ter preços mais baixos porque o nosso maior objetivo agora é democratizar esse serviço”, diz o empreendedor.

Para ele, o Hilab pode ser um dos grandes responsáveis pela agilização do sistema de saúde não só do Brasil como do mundo. “Nesses primeiros seis meses, vamos mandar pilotos para serem instalados em todo o Brasil; a nossa meta é ter, em um ano, 10 mil Hilabs instalados em todo território nacional”, afirma.

“Depois, mais para frente, temos o sonho de sermos o primeiro laboratório internacional baseado na Internet do mundo. Acho que podemos mudar, de fato, a vida das pessoas”, revela.

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