As diferenças na forma de fazer negócios e no comportamento dos consumidores, bem como o impacto que a pandemia provocou nas suas vidas profissionais, divididas entre o Brasil e Portugal, foram alguns dos temas que Cíntia Mano, investidora, e Marcelo Bastos, fundador da Sizebay, trouxeram para mais uma conversa Spe Futuri, Investidores.

Cíntia Mano, investidora que está ligada à REDangels e à COREangels Atlantic, e Marcelo Bastos, fundador da start-up Sizebay que disponibiliza uma plataforma que ajuda os clientes de lojas online a escolherem o tamanho certo de roupa ou de calçado, são brasileiros e habitualmente repartem o seu tempo entre Portugal e o Brasil. Uma situação que mudou nos últimos meses, com os dois profissionais a terem de ficar retidos nos países em que se encontravam à data do ínício da crise. No caso, Marcelo teve de permanecer no Brasil e Cíntia em Portugal. Nada que os impedisse de partilhar as suas experiências profissionais enquanto investidora e empreendedor nos dois mercados, numa conversa moderada pelo empresário Ricardo Luz.

Cíntia Mano começou a contactar com o universo das start-ups ainda no Brasil depois de uma carreira profissional ligada essencialmente a grandes corporações. E foi devido ao plano de expansão da start-up a que estava ligada que veio para Portugal onde contatou com algumas possibilidades de investimento.

O projeto que trouxe o empreendedor Marcelo Bastos a Portugal foi Sizebay, uma plataforma especializada na recomendação de tamanho para roupa e calçado em ecommerce e, mais recentemente, também em lojas físicas. Desenvolveu um serviço de algoritmos através do qual informa o consumidor qual o tamanho adequado para si, evitando, desta forma, as trocas e as devoluções. Internacionalizar a plataforma para a Europa, a partir de  Portugal é um dos objetivos na agenda do empreendedor.

Veja o vídeo desta semana:

Leia alguns headlines:

“Todos nós aprendemos a trabalhar remotamente muito melhor (…) de perceber a melhor forma de trabalharmos à distância. Foi um ajuste que todos tivermos de fazer” – Cíntia Mano

“Internacionalizar a partir de Portugal, para nós foi muito importante. Nada como internacionalizar num país que tem uma facilidade de relacionamento muito parecida com Brasil” – Marcelo Bastos

“Uma das coisas em que tinha um certo receio de fazer um investimento anjo, era fazer isso sozinha”- Cíntia Mano.

“Quando cheguei a Portugal comecei a conhecer grupos de investidores anjo e achei esse modelo muito interessante porque se alguma forma me tranquilizava relativamente a essa questão do risco (…)”. – Cíntia Mano

“Costumo dizer que internacionalizar a partir de Portugal é como se você saísse de casa e ficasse no seu jardim (…) para depois ir para a avenida ou para a rua que são os outros países (…)”- Marcelo Bastos

(…) As diferenças culturais são enormes (…) quando você vai para um país, a primeira regra é respeitar a cultura do país (…) porque assim vai estar a trabalhar melhor e com a mente aberta para aprender – Marcelo Bastos.

(…) Faz-se negócio mais rápido no Brasil do que em Portugal (…) os negócios em Portugal que demoram um pouco mais de tempo, são negócios mais sólidos, são relações mãos duradouras do que no Brasil” – Marcelo Bastos

“No Brasil compra-se muito por impulso, e na Europa não. Por isso é uma compra muito mais consciente” – Marcelo Bastos

(…) Tem havido uma curiosidade maior do investidor brasileiro em start-ups, mas ainda somos muito poucos no Brasil como investidores anjo (…) o número estimado é de oito mil num países de 200 milhões de habitantes (…)” – Cíntia Mano

“Fomos para Portugal porque até então os investidores no Brasil olham o investimento em start-up para serem investidas no Brasil  porque é um mercado muito grande e são poucos os que olham para internacionalizar (…)” – Marcelo Bastos

“A COREangels Atlantic investe apenas em empresas brasileiras que queiram vir para a Europa (…), mas em outros investimentos eu invisto em empresas portuguesas europeias e algumas delas têm esse plano de expansão para o Brasil (…)”- Cíntia Mano

(…) O Brasil sempre se apresenta como um mercado extremamente sedutor porque é de grande volume para alguns negócios (…) – Cíntia Mano

Reveja as conversas anteriores:

António Murta, fundador e CEO da Pathena, e Renato Oliveira, fundador e CEO da eBankit.
João Brazão, CEO da Eureekka e business angel, e João Marques da Silva, CEO da CateringAssiste.
Francisco Horta e Costa, managing director da CBRE, e Ricardo Santos, CEO da start-up Heptasense.
João Arantes e Oliveira, fundador e partner da HCapital Partners, e Nuno Matos Sequeira, diretor da Solzaima.
Tim Vieira, CEO da Bravegeneration, e Pedro Lopes, fundador da Infinitebook.
Luís Manuel, diretor executivo da EDP Innovation, e Carlos Lei Santos, CEO e cofundador da HypeLabs.
António Miguel, fundador e CEO da MAZE, e Guilherme Guerra, fundador e CEO da Rnters.
João Amaro, Managing Partner da Inter-Risco, e Carlos Palhares, CEO da Mecwide.
Pedro Lourenço, administrador da Ideias Glaciares, e Pedro Almeida, fundador e CEO da MindProber.
Alexandre Santos, diretor de investimento na Sonae IM e cofundador da Bright Pixel, e João Aroso, cofundador e CEO da Advertio.
Francisco Ferreira Pinto, partner da Bynd Venture Capital, e Eduardo Freire Rodrigues, cofundador e CEO da UpHill.
Basílio Simões, business angel e fundador da Vega Ventures, e Gustavo Silva, cofundador e CMO da Homeit.
Manuel Tarré, presidente da Gelpeixe, e Nuno Melo, cofundador e sócio da Boost IT.
José Serra, fundador e managing partner da Olisipo Way, e Tocha Serra, Partner & Startup Spotter da Corpfolio.
Stephan Morais, fundador e diretor-geral da Indico Capital Partners, e André Jordão, CEO da Barkyn.
Ricardo Perdigão Henriques, CEO da Hovione Capital, e Nuno Prego Ramos, CEO da CellmAbs.
Pedro Ribeiro Santos, sócio da Armilar Venture Partners, e Jaime Jorge, CEO da Codacy.
Miguel Ribeiro Ferreira, investidor e chairman da Fonte Viva, e João Cortinhas, fundador e CEO da Swonkie.

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