A sociedade gestora Bynd Venture Capital e a UpHill, um projeto na área da saúde, são as protagonistas desta semana do Spe Futuri, Investidores. Francisco Ferreira Pinto e Eduardo Freire Rodrigues falam-nos de investimentos e do setor da saúde.

Depois de nove anos como Busy Angels, a empresa deu lugar à Bynd Venture Capital, uma sociedade gestora que conta com 34 empresas participadas, em Portugal e no estrangeiro. Francisco Ferreira Pinto, partner, fala do percurso do seu projeto e analisa a evolução do empreendedorismo, a forma como os projetos aparecem em Portugal, a competência e a qualidade dos mesmos e o futuro da atividade de capital de risco.

Por sua vez, Eduardo Freire Rodrigues, médico, empreendedor, cofundador e CEO da jovem UpHill, uma start-up fundada em 2015, analisa o cenário atual do setor da saúde devido à pandemia e a forma como a tecnologia, como a desenvolvida pela sua start-up, pode contribuir para simplificar e agilizar os processos e as práticas na área médica.

Ao juntar o lado médico da sua formação com a vontade empreender, Eduardo Freire acredita poder contribuir, conjuntamente com os restantes cofundadores da UpHill, para uma mudança efetiva de comportamentos dos profissionais e das instituições de saúde.

Numa conversa moderada pelo empresário Ricardo Luz, Francisco Ferreira Pinto e Eduardo Freire Rodrigues são os 11.º convidados da iniciativa Spe Futuri, Investidores.

Veja o vídeo desta semana e leia alguns headlines:

“As start-ups tecnológicas de base digital (…)  têm uma exposição menor a estes efeitos da pandemia e em alguns casos até tem sido bastante potenciado (…)”- Francisco Ferreira Pinto

“Temos a perceção que algum crescimento veio para ficar (…) – Francisco Ferreira Pinto

“Na sua grande maioria vejo como um ativo que está bem posicionado para sair potenciado depois desta crise (…)” – Francisco Ferreira Pinto

“Foi este inconformismo com a forma com a prestação de cuidados é feita, e a liberalização com que ela é feita, a ausência de ferramentas que possam suportar a mudança de comportamentos dos profissionais de saúde e instituições de saúde a favor das melhores práticas (…) que fez com que eu o Luís e o Duarte montássemos os primeiros conceitos” – Eduardo Freire Rodrigues

“(…) As competências hard ou soft acabam sempre por ter de ser adaptadas, a vocação tem pouco importância (..)” – Eduardo Freire Rodrigues

“A visão holística que a medicina traz aos problemas e ao empreendedorismo acaba por ser uma vantagem (…) – Eduardo Freire Rodrigues

“Ainda existe hoje em Portugal uma cultura que está a evoluir para se poder ter uma capacidade de assumir mais risco e acho que todos também temos de contribuir para isso. Temos de ter mais casos de sucesso (…) para dar o exemplo (…)  –  Francisco Ferreira Pinto

“A medicina não teve acesso (…)  à qualidade de produtos que nós vemos noutros setores (…) – Eduardo Freire Rodrigues

A medicina sofreu por ser um mercado altamente regulado, haver um estigma associado à partilha de dados e também porque cresceu ao contrário. A medicina não cresceu com produtos que foram desenhados para os médicos, cresceu com produtos que foram desenhados para a logística, para as operações, para as finanças dos hospitais (…)  –  Eduardo Freire Rodrigues

“Não estamos assim tão longe de ter sistemas de saúde virtuais (…)” – Eduardo Freire Rodrigues

“(…) Há esta ideia de que a relação médico/doente, e isto é uma ideia muito cimentada na medicina, que a relação médico doente é quase património da Unesco, uma coisa intocável (…)  – Eduardo Freire Rodrigues

“(…) Como tudo, continuará a existir uma separação do trigo do joio [na atividade de VC]de quem investe e dedica tempo à atividade e separar o outro que quem tem uma atividade um bocadinho mais informal (…) –  Francisco Ferreira Pinto

“A questão da profissionalização é um aspeto relevante (…) Portugal está no radar de muitos investidores internacionais e, portanto, temos de conseguir equipararmo-nos com esses investidores e acredito verdadeiramente que o conseguimos (…) – Francisco Ferreira Pinto

“Continuo a viver com otimismo (…) as crises também trazem oportunidades, trazem muita inovação tecnológica, e muitas das empresas tech que ouvimos falar hoje nasceram na crise financeira (…) – Francisco Ferreira Pinto

Recorde as conversas Spe Futuri, Investidores:

António Murta, fundador e CEO da Pathena, e Renato Oliveira, fundador e CEO da eBankit.
João Brazão, CEO da Eureekka e business angel, e João Marques da Silva, CEO da CateringAssiste.
Francisco Horta e Costa, managing director da CBRE, e Ricardo Santos, CEO da start-up Heptasense.
João Arantes e Oliveira, fundador e partner da HCapital Partners, e Nuno Matos Sequeira, diretor da Solzaima.
Tim Vieira, CEO da Bravegeneration, e Pedro Lopes, fundador da Infinitebook.
Luís Manuel, diretor executivo da EDP Innovation, e Carlos Lei Santos, CEO e cofundador da HypeLabs.
António Miguel, fundador e CEO da MAZE, e Guilherme Guerra, fundador e CEO da Rnters.
João Amaro, Managing Partner da Inter-Risco, e Carlos Palhares, CEO da Mecwide.
Pedro Lourenço, administrador da Ideias Glaciares, e Pedro Almeida, fundador e CEO da MindProber.
Alexandre Santos, diretor de investimento na Sonae IM e cofundador da Bright Pixel, e João Aroso, cofundador e CEO da Advertio.

Comentários