Em tempos de coronavírus, com milhões de pessoas a trabalhar a partir de casa, a plataforma Sneek tem sido usada como uma ferramenta de vigilância para fiscalizar se os funcionários estão mesmo a assegurar o seu trabalho.

Trabalhar remotamente é a única opção possível para milhões de pessoas que cumprem medidas de isolamento social como forma de diminuir a curva de contágio do coronavírus. Mas o chamado home office, que soa como um grito de liberdade e privacidade para uns, pode tornar-se numa verdadeira prisão para outros.

Um dos melhores exemplos é a plataforma Sneek, que foi desenvolvida para ser uma espécie de escritório virtual, mas que tem sido usada como um instrumento de controlo.

Algumas empresas já estão a recorrer à Sneek, como um software de videoconferência em grupo que está sempre ativo por padrão.

Os funcionários em casa são fotografados a cada cinco minutos por um serviço de vídeo sempre ativo para garantir que estão realmente a trabalhar. O serviço está a ter uma rápida expansão desde o surto de coronavírus, segundo o Business Insider. Possui mais de 10 mil utilizadores e clientes como a Lego, a Fred Perry e a GoFish digital.

“A Sneek nunca foi projetada para espionar ninguém”, disse o cofundador Del Currie ao Business Insider. “Seríamos a pior empresa de espionagem, tendo em conta o nome da aplicação ‘Sneek'”, acrescentou.

O grande diferencial da Sneek é que a câmara dos utilizadores fica constantemente ligada, enquanto estes estiverem na plataforma. E pode ser configurada para tirar uma foto dos participantes a cada um ou cinco minutos.

A versão gratuita pode ser utilizada durante sete dias. Na versão paga, que custa cerca de 7 libras/mês (aproximadamente 8 euros por mês), basta clicar sobre a foto para iniciar instantaneamente uma vídeochamada com o utilizador. “É uma maneira de interagir com os colegas e enfrentar os sintomas de solidão e isolamento que às vezes acompanham o trabalho remoto”, concluiu Currie.

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