As aquisições foram feitas pela InnoVentures, o fundo criado em Londres pelo Grupo Santander para investir em empresas de tecnologia aplicada às finanças.

Os bancos investem milhões de dólares para não ficarem para trás. Com efeito, a indústria bancária tradicional é a principal promotora da revolução fintech e da modernização de todos os serviços, incluindo o de apoio ao cliente.

A Reuters informou que o Santander adquiriu por um montante ainda não revelado duas start-ups de inteligência artificial focadas em melhorar a experiência dos seus clientes.

A primeira delas é uma empresa chamada Personetics Technologies dedicada à automatização do serviço ao cliente, mediante chatbots. Esta empresa tem escritórios em Tel Aviv e Nova Iorque e afirma prestar serviços a 15 milhões de pessoas em três dos quinze bancos mais importantes do mundo.

Além desta, o Santander também adquiriu a GridSpace, que trabalha em tecnologia que converte as conversas em dados quantificáveis. De acordo com a informação da agência noticiosa, a GridSpace irá monitorizar as conversas entre clientes e empregados nas chamadas telefónicas.

É possível que a GridSpace possa trazer melhorias à nova ferramenta que permite usar a voz como navegador dentro da aplicação do Santander para o Reino Unido, a SmartBank, que foi anunciada a 13 de fevereiro em Londres.

As aquisições foram lideradas pela InnoVentures, o fundo criado em Londres pelo Grupo Santander para investir em empresas de tecnologia aplicada às finanças, que começou, em 2014, com 100 milhões de dólares (mais de 94 milhões de euros) e, em julho de 2016, recebeu uma nova injeção de outros 100 milhões.

A InnoVentures já tinha adquirido anteriormente start-ups como a iZettle, a aplicação sueca que permite fazer pagamentos com o cartão bancário a partir do telemóvel, a Elliptic, uma empresa inglesa especializada em blockchains e a Kabbage, uma start-up de empréstimos rápidos para pequenas e médias empresas.

Comentários