Espanha, Inglaterra e Brasil são os países de origem das start-ups vencedoras do Blue Bio Value, um programa de aceleração focado na economia do mar.

A Fundação Oceano Azul e a Fundação Calouste Gulbenkian anunciam ontem os vencedores da 2.ª edição do programa de aceleração Blue Bio Value, uma iniciativa desenvolvida conjuntamente pelas duas entidades, em parceria com a Fábrica de Startups, a Bluebio Alliance e a Faber Ventures.

Depois de ter recebido mais de 110 candidaturas e de uma final disputada por 15 start-ups, de nove nacionalidades (Portugal, Espanha, Dinamarca, Suíça, Itália, Canadá, Brasil, Reino Unido e Índia) as vencedoras foram a espanhola Ficosterra, a britânica Ufraction8 e a brasileira Biosolvit que irão receber no total 45mil euros, distribuídos pelas três.

A Ficosterra produz biofertilizantes e bioestimulantes através de algas e micro-organismos complexos, com o objetivo de regenerar o solo, estimular culturas, melhorar a produtividade e aumentar a resistência das plantas ao stress ambiental. Já a britânica Ufraction8 centra-se na sustentabilidade de processos através de uma tecnologia de bioprocessamento escalável, com elevada eficiência, redução de consumo energético, focada em soluções sustentáveis e inovadoras para indústrias de processamento de vários biorrecursos, como algas. Por sua vez, a Biosolvit desenvolve produtos sustentáveis destinados à absorção de qualquer derivado de petróleo em terra ou no mar.

O Blue Bio Value promove o desenvolvimento de competências de gestão de negócios, tem a duração de cinco semanas e atribui às empresas vencedoras um total de 45 mil euros, para que possam desenvolver os respetivos projetos.

A propósito desta edição, José Soares dos Santos, Fundador e Presidente da Fundação Oceano Azul, salientou o potencial que o setor da biotecnologia do mar tem para o desenvolvimento da economia azul de Portugal. “Esta economia necessita de um estímulo forte, e o crescimento do setor da biotecnologia é a avenida mais auspiciosa para gerar esse estímulo”, frisou. No ano passado, o programa Blue Bio Value acelerou 13 empresas, de seis nacionalidades, e envolveu mais de 40 mentores.

Através deste projeto, a Fundação Oceano Azul e a Fundação Calouste Gulbenkian querem contribuir para que Portugal se torne num polo europeu relevante e inovador no desenvolvimento da mais moderna bioeconomia marinha. Foi nesse contexto que as Fundações assumiram o compromisso de investir pelo menos 1 milhão de euros nos três anos de implementação do programa Blue Bio Value.

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