Portugueses viajaram e gastaram mais este verão, mas ainda longe dos números de 2019

Apesar da recuperação deste ano face a 2020, os gastos dos portugueses no estrangeiro ainda não regressaram aos níveis pré-Covid, de acordo com dados da Revolut.

Com grande parte da população vacinada, a abertura das fronteiras e o alívio nas restrições, os gastos dos portugueses no estrangeiro ainda não regressaram aos níveis pré-Covid. O verão de 2021 regista quebras de 5% no número de portugueses a viajar face ao período homólogo em 2019. O número de transações também é cerca de 13% inferior ao último verão sem restrições, altura em que os gastos apresentavam um rácio de 69% de pagamentos no estrangeiro e 31% em solo doméstico, de acordo com dados da Revolut.

No entanto, em comparação com o verão do ano passado, os números são mais animadores. Ao longo dos meses de verão, os portugueses transacionaram mais de 23 milhões de euros em deslocações e compras no estrangeiro, face aos sete milhões transacionados no verão do ano passado.

Entre junho e agosto deste ano, 56% das transações foram feitas em Portugal e 44% foram feitas no estrangeiro, enquanto no verão do ano passado, 78% das transações foram domésticas e 22% foram no estrangeiro. Este verão, mais de 52 mil portugueses viajaram além-fronteiras, o que representa um incremento de 170% no número de utilizadores únicos face a igual período do ano anterior. O número de transações foi superior em 195% e os valores gastos também dispararam em mais de 200%.

Cada cliente gastou, em média, quase 500 euros nestas deslocações. Os dados avançados pela Revolut indicam que aqueles que optaram por passar as férias no estrangeiro escolheram como destino turístico Espanha, seguido do Reino Unido, França e Itália.

No top dos gastos estão os restaurantes, compras, transportes e viagens. Os portugueses gastaram mais 470% em reservas de hotéis, enquanto a reserva de apartamentos também disparou mais de 300%.

O valor gasto no aluguer de viaturas no estrangeiro disparou quase 500% em 2021 face a 2020, com mais de 1.700 clientes a depender do aluguer de um veículo para as suas deslocações fora do país.

Este verão, à semelhança do anterior, a faixa etária que mais pagou com os seus cartões Revolut foram utilizadores jovens, com entre 25 e 34 anos. Seguiram-se as faixas etárias dos 35 aos 44 anos e dos 45 aos 54 anos.

Já os gastos em saúde quadruplicaram este ano face a 2020, numa altura em que Portugal ainda impõe a apresentação de um teste negativo à Covid-19 para quem não tem o certificado digital ativo.

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