A Anchorage, uma start-up criada em 2017 para satisfazer a crescente necessidade de armazenamento de criptomoedas, tornou-se no primeiro banco institucional do mundo depois de ter obtido aprovação federal por parte do Governo dos EUA. Um dos seus fundadores é português e chama-se Diogo Mónica.

A OCC (“Office of the Comptroller of the Currency”), agência que regula a atividade bancária e das instituições financeiras nos Estados Unidos, deu luz verde à Anchorage Trust Company para se tornar no primeiro banco de criptomoedas em todo o mundo.

De acordo com o comunicado divulgado, por trás da criação desta start-up, que se assume como a porta de entrada institucional para as criptomoedas, está um português. Diogo Mónica, de 33 anos, doutorado em ciência computacional pelo Instituto Superior Técnico, em Lisboa, foi um dos fundadores da Anchorage, em 2017.

“Este é um marco importante, não só para nós como organização, mas também para a indústria das criptomoedas e para o mundo financeiro em geral. Os bens digitais mereciam um banco e estamos imensamente orgulhosos em termos sido aprovados como uma instituição”, refere Diogo Mónica, presidente e cofundador da Anchorage.

“Até agora, existiam empresas fintech com a sofisticação técnica necessária para gerir, com segurança, os ativos digitais sob uma estrutura reguladora fragmentada, entre Estados, e, ao mesmo tempo, existiam bancos com uma estrutura reguladora robusta que careciam do verdadeiro conhecimento tecnológico necessário para operar na blockchain, ao seu ritmo acelerado de inovação. O Anchorage Digital Bank é a primeira entidade a ter tanto a clareza tecnológica como a clareza regulamentar que uma instituição séria exige, no setor das
criptomoedas”, acrescenta.

Em 2020, a revista de negócios norte-americana Fortune nomeou Diogo Mónica como um dos melhores talentos com menos de 40 anos a nível mundial. Depois de uma passagem por empresas como a Square ou a Docker, enquanto designer de segurança, decidiu fundar uma start-up dedicada às criptomoedas.

O agora banco norte-americano conta com o apoio da Visa, bem como de vários fundos de investimento como o Andresseen Horowitz, o Blockchain Capital, o Paradigm e o BlockTower.

A OCC confirma que a Anchorage cumpre “os requisitos de capital e liquidez e as expectativas de gestão de risco”.

 

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