Em 2022, a imagem dos media não é a melhor. Se perguntarmos a um millenniall ou a um jovem da Geração Z onde vão buscar as notícias, eles irão mencionar o Instagram e Twitter antes de mencionarem um portal de notícias atual.

A somar a isso o facto da comunicação social estar constantemente a levar com golpes de credibilidade nos últimos anos, com a propagação de notícias falsas, levando a eleições tendenciosas nos EUA e a um referendo irremediável no Reino Unido que resultou na saída definitiva do país da Europa – apenas para mencionar estes dois exemplos.

São tempos difíceis para se ter um jornal ou uma televisão, e talvez ainda mais difícil para ser jornalista, com uma concorrência cada vez maior dos conteúdos gerados pelos utilizadores, e também emergência dos influenciadores. Influenciadores estes que adquirem esta designação apenas pelo número absurdo de seguidores que têm, por alcançarem grandes audiências e ter o poder de informar, e influenciar os indivíduos de todas as formas, desde opiniões políticas até aos hábitos de consumo.

Não é de surpreender que as empresas vejam os influenciadores como uma nova via de comunicar os valores da sua marca ou dar a conhecer os seus produtos e serviços, e como resultado as empresas estão a investir  nos influenciadores. E isso é uma coisa boa porque as formas alternativas de consumir notícias estão aí para ficar. Mas estes novos canais devem ser um complemento dos media e não para serem utilizadas em detrimento destes.

Em muitos aspetos, e apesar do recente golpe que a comunicação social levou, os media ainda permanecem como a fonte final de credibilidade quando se trata de emitir notícias, e por uma boa razão. Quando um artigo é publicado ou um segmento de notícia “vai para o ar”, passou por um processo editorial, foi cuidadosamente selecionado entre dezenas de outros potencias tópicos e considerado relevante e digno de notícia pelo editor da redação que concordou em incluí-los nas notícias do dia e delegou a tarefa a um repórter.

A este processo, de triagem editorial e o ato de “reportar” por um profissional de notícias imparcial, é um indicador de credibilidade, exatidão e autoridade que o faz diferenciar-se dos outros canais. É uma aprovação tácita de terceiros e gostando ou não, uma reportagem especializada de um portal de notícias tem um impacto diferente. Para dizer de forma simples e relacionável, é mais provável levar a sério as notícias sobre o lançamento de um produto se for reportado pelo Dinheiro Vivo ou pela SIC Notícias, do que se vir a notícia no blog da empresa.

Os benefícios de aparecer na comunicação social são mais duradouros. Os portais de notícias tendem a ter um SEO melhor do que muitos outros sites, pois são considerados altamente relevantes porque o conteúdo que geram é recente – fake news  à parte –, factual e preciso, o que tende a impulsionar o ranking dos portais de notícias em pesquisas na web. Uma vez que você ou a sua empresa tenham entrado nos media, irão aparecer em pesquisas na internet durante meses ou anos. Pense nisso da próxima vez que tiver vontade de escrever um tweet sobre a atualização da sua empresa ou para revelar sua última coleção no TikTok!

Versão em inglês

Why you should still care about the media to build your business’ brand

In 2022, the media doesn’t have the best image. If you ask the average Millennial or GenZ-er where they get their news, they will mention Instagram or Twitter before they mention an actual news portal. Add to that the massive credibility hit that the media took in the last few years, with the proliferation of fake news, leading to skewed elections in the US and a point-of-no-return referendum in the UK, resulting in the country’s exit from the EU – to mention just these two examples.

It’s a hard time to be a newspaper or TV, and perhaps an even harder time to be a journalist, with the ever growing competition of user generated content, and also the emergence of influencers. Influencers who acquire this name by no other means than the sheer number of followers they have, reach large audiences, and have the power to inform, and influence individuals in all sorts of ways, from political opinions to taste, to consumption habits.

It’s no surprise that businesses are seeing influencers as a new avenue to communicate their brand value or unveil their products and services, and that as a result they are investing in influencers. And that’s a good thing, because alternative ways to consume news are here to stay. But these new channels should be in addition to the media, rather than to the detriment of it.

In many ways, and despite the recent blow the media has taken, the media still stands as the ultimate source of credibility when it comes to issuing news, and for a good reason. When an article is published or a news segment aired, it’s gone through an editorial process, it’s been carefully selected among dozens of other potential topics and deemed relevant and newsworthy by the newsroom’s editor, who agreed to include this in today’s news and allocated the task to a reporter.

This very process, the editorial screening, and the act of ´reporting´ by a professional and impartial news professional, is a gauge of credibility, accuracy and authoritativeness that’s still unmatched by other channels. It’s a tacit third party endorsement, and whether we like it or not, a specialized news portal report has a different impact. To put it simply and in relatable terms, you’ll take the news about a product launch much more seriously if it’s reported on in Dinheiro Vivo or SIC Noticias, than if you see it on the company’s blog.

The benefits of appearing in the media are longer lasting. News portals tend to have better SEO than many other sites, as they are deemed highly relevant because the content they generate is both recent and – fake news fiascos aside – factually accurate, which tends to boost news portals’ ranking in web searches. Once you or your business have made it into the media, you will appear in web searches for months or years. Think about it the next time you have an urge to tweet a company update, or to unveil your latest collection on TikTok!

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Clara Armand-Delille é fundadora da ThirdEyeMedia, uma agência de comunicação estratégica e de relações públicas para start-ups e empresas de capital de risco. A empresa apresenta um portefólio de projetos de sucesso que envolvem start-ups europeias e que consistem em... Ler Mais