A paixão traz sucesso, a história de três empreendedoras indianas

Conheça a história de três empreendedoras indianas de diferentes setores que, através da sua experiência, afirmam ter descoberto a receita para o sucesso de uma start-up.

Ao contrário de anos anteriores, as start-ups indianas conseguiram resultados positivos em 2016. Das 107 start-ups que se tornaram unicórnios – microempresas avaliadas em mais de mil milhões de dólares (cerca de 914 milhões de euros) – no ano passado, oito são indianas.

Ritu Dalmia, Sairee Chahal e Revanthi Roy são três fundadoras de start-ups indianas de setores diferentes que pensam ter descoberto a resposta para o sucesso deste tipo de empresas.

Dalmia, chef de cozinha, autora de livros de culinária e apresentadora de televisão, é dona de um restaurante de comida italiana e explica que abrir um negócio em restauração tem de ser feito pelas “razões certas” e que não é acertado “abrir um restaurante porque tem glamour”.

Segundo a chef de cozinha, paixão pela comida ou por receber pessoas são boas razões para se dedicar a este setor. “As pessoas pensam que este ramo tem glamour, mas não tem. São longas horas de trabalho. Se és casado, vais-te divorciar, os teus pais vão-te por fora de casa, os teus filhos vão odiar-te e vão ficar marcados para sempre. Tudo isto é um bocado exagerado claro, mas dá para perceber onde quero chegar”.

Outro ponto a ter em consideração, de acordo com Dalmia, é: não se aventurar em território desconhecido. Se um empreendedor não tiver conhecimentos numa certa área, tem de depender de alguém que os tenha, o que é sempre um risco. Dalmia aconselha a “não investir as poupanças de uma vida num restaurante. Convém haver sempre dinheiro de parte, porque um restaurante é um negócio que precisa de constante investimento e bastam seis meses maus para que todo o capital seja perdido”.

“É crucial haver paixão. Sem paixão é impossível fazer o quer que seja. E é preciso ser muito resiliente”. Esta é a opinião de Ravathi Roy, CEO da Hey Deedee, uma empresa de entregas ao domicílio, onde só trabalham mulheres. “Boas ideias, bons projetos, ser genuíno e íntegro acaba por compensar. Isto é o que eu posso dizer da minha experiência”. Roy transformou o seu gosto de conduzir numa carreira, tendo criado uma plataforma que treina mulheres para se tornarem condutoras de entregas em motas ou taxistas. “Digo sempre que os sonhos são grátis. Não se paga para sonhar. Se quer fazer alguma coisa, vai haver uma maneira de o fazer. A minha paixão era conduzir e eu abri um negócio que tinha a ver com isso”, explica.

Sairee Chahal criou a sua start-up, a Sheroes, a pensar nas mulheres que têm de abdicar da sua carreira por razões familiares. Sheroes é uma plataforma que ajuda mulheres a encontrar carreiras flexíveis e compatíveis com as suas tarefas familiares. Esta empreendedora partilha da opinião de Dalmia em relação às razões para começar uma start-up. “Não entrem no mundo das start-ups porque está em voga” porque as tendências rapidamente mudam. “Tem de haver a motivação certa para começar um negócio deste género”.

Se a motivação for dinheiro, Cahal considera que um trabalho comum seria a opção correta, visto que as start-ups “têm um período de gestação e têm os seus próprios desafios” e a remuneração não é imediata. “Não entrem neste mundo porque são ricos, essa é a fórmula errada. Entrem porque são apaixonados por alguma coisa”.

Dalmia, Chahal e Roy são três empreendedoras de sucesso que atuam em três setores distintos. No entanto, todas partilham a mesma opinião em relação à receita para triunfar no mundo das start-ups: tem de haver paixão pelo negócio e a razão para começar uma start-up tem de ser a acertada.

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