Mais uma prova de que as horas de trabalho e a produtividade não estão diretamente ligadas.

A crença de que para ser produtivo é preciso trabalhar muitas horas foi, mais uma vez, refutada. Uma análise feita pela Statista – onde estão representadas as horas trabalhadas anualmente e os rendimentos de vários países – comprova exatamente isto.

Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o México, a Coreia do Sul e a Grécia estão entre os países onde, anualmente, os trabalhadores passam mais tempo no emprego. Enquanto que no México as pessoas chegam a trabalhar 2.257 horas por ano, na Coreia do Sul e na Grécia este valor é, respetivamente, de 2.024 e 2.018 horas.

No entanto, tal como prova o estudo, as horas de trabalho não estão diretamente ligadas a níveis mais elevados de produtividade – os números do estudo apontam até o oposto. Nestes três últimos países, o produto interno bruto por hora trabalhada traduz-se em 18,8 euros no México, 32,2 euros na Coreia do Sul e 33,8 euros na Grécia.

Em oposição, no topo da tabela, estão a Irlanda, com 1.738 horas de trabalho por ano e um rendimento/hora de 86.5 euros, a Noruega, com 1.419 horas e 72,2 euros, e ainda a Alemanha, onde os colaboradores trabalham anualmente 1.356 horas e têm rendimentos de 62,9 euros.

O contraste entre os dois polos é notável e vem, mais uma vez, reforçar ideias como a dos quatro dias de trabalho por semana e a de que  trabalhar menos pode aumentar a produtividade. Outro exemplo de como esta prática pode ajudar as empresas a melhorarem a eficiência e felicidade dos colaboradores é protagonizado pela Basecamp, uma organização norte-americana onde ninguém trabalha mais de 40 horas por semana – nem mesmo o chefe.

O ranking dos países onde os trabalhadores são mais produtivos

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