Está na hora de mudar! Mudar a forma como lidamos com as nossas pessoas, a forma como gerimos a função RH, a forma de pensar e viver as relações de trabalho e dinâmicas das organizações. Afirmamos isto com a total convicção de que não se trata mais de uma vontade, de uma intenção ou de um desejo, mas sim de uma necessidade real e imperativa de uma sociedade que não podemos mais ignorar.

A agilidade não é apenas uma moda, uma nova buzzword ou meramente uma tendência do momento. Falar em agilidade é falar numa nova forma de estar nas organizações e nas relações com as pessoas, com vista a potenciar resultados, através da simplificação de processos, eliminação de desperdícios e, acima de tudo, da construção de equipas motivadas e com elevados níveis de engagement.

Imagine um admirável RH novo… um RH desligado do processo, completamente adaptável, flexível e simplificado, que trabalha consigo, para si e junto a si… um RH para quem o importante não é se preencheu a ficha anual de desempenho a tempo, se enviou o diagnóstico de necessidades de formação, ou se reúne todos os critérios de recrutamento que alguém, algures no tempo, definiu como critérios únicos e que todos devem cumprir, independentemente da sua originalidade humana… e que se desapega dos planos anuais que elaborou, das estimativas de futuro que fez, e das rubricas orçamentais que lançou aquando do exercício anual de balanço retrospetivo do que foi (no passado) a empresa e os resultados que foram alcançados.

Este é o RH ágil… o RH que trabalha em redes colaborativas, de forma transparente, capaz de se adaptar às exigências do dia a dia, às suas necessidades específicas do momento, sem receitas prescritas antecipadamente. É o RH que inspira e promove (efetivamente) o engagement das equipas, que trabalha fora do gabinete, departamento, direção ou andar que ocupa… que idealmente nem tem um gabinete, não é um departamento ou uma direção, mas um conjunto de pessoas especializadas em pessoas, que está junto das equipas, nos locais onde as dificuldades acontecem, para com elas, os gestores, parceiros, clientes ou qualquer outro interveniente, analisarem e cocriarem soluções para garantir que se atingem os resultados pretendidos… e que, acima de tudo, promove o desenvolvimento, a valorização e o reconhecimento das pessoas que para eles contribuem.

É um RH que promove a motivação de dentro, aquela que nos faz acordar todos os dias para ir trabalhar, sabendo que o nosso contributo é não só válido, mas importante, e que nos faz ambicionar sermos mais, e melhores! Que trabalha para nós, ciente de que as pessoas são o seu cliente, e que aos clientes só prestamos o melhor serviço, adaptado e customizado às suas necessidades específicas.

A agilidade é efetivamente mais do que uma moda, é a mudança que estamos já a viver e sentir todos os dias, é a capacidade de sermos rápidos num mundo que é veloz, sermos humanos numa sociedade cada vez mais humanizada, trabalharmos sem fronteiras nem barreiras numa realidade universal.

Adaptabilidade, Transparência, Simplicidade e União… os quatro grandes valores que decorrem do Manifesto Ágil e pelos quais, se quisermos, podemos construir esta realidade para a função de Gestão de Recursos Humanos. Porque o mundo assim nos exige, porque as pessoas o esperam de nós e, acima de tudo, porque queremos fazer diferente!


A ocupar atualmente o cargo de HR Consulting Coordinator na CEGOC, Maria João Ceitil tem uma vasta experiência como consultora e formadora nos domínios de Gestão de Recursos Humanos, Gestão da Performance Organizacional e Executive Coach. Possui um Mestrado Integrado em Psicologia Clínica pelo ISPA, um Mestrado em Gestão do Potencial Humano pelo ISEG, e uma Pós-Graduação em Gestão dos Recursos Humanos, na Perspetiva da Gestão com as Pessoas, pela Universidade Lusófona.

Possui também diversas certificações e formações, nomeadamente a Certificação em Executive Coaching pela Escola Europeia de Coaching de Lisboa, a certificação em Dynamic Coaching pela Go4 Consulting e a Formação Pedagógica Inicial de Formadores pela CEGOC.

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