Os 13 maiores investidores de capital de risco na indústria femtech

Este ano já foram investidos 345 milhões de euros em femtech – indústria que se foca em desenvolver tecnologia que melhore a saúde das mulheres.

Atualmente, movimentos conhecidos como o “#MeToo”, ou “Time’s Up” e, mais recentemente, a marcha da Google estão a combater o assédio sexual e a violência exercida sobre as mulheres, ao mesmo tempo que promovem a igualdade no local de trabalho. O desenrolar destas dezenas de campanhas fez também progredir o interesse dos investidores na área da femtch, indústria que se foca em desenvolver tecnologia e produtos que melhoram a saúde das mulheres.

Segundo dados da plataforma Pitchbook, há uma década, os investidores de capital de risco investiram pouco mais de 20 milhões de euros nesta indústria. Este número cresceu timidamente até 2015, ano em que houve um salto no financiamento deste tipo de projetos, com perto de 294 milhões de euros. Em 2017, os investidores de capital de risco injetaram 312 milhões de euros em 49 projetos inseridos nesta área. Este ano, em apenas 10 meses, as firmas de capital de risco já quebraram o recorde, com perto de 345 milhões de euros investidos em 36 organizações.

Entre 2008 e 2018, os dados da Pitchbook revelam que houve 365 firmas de investimento a participar em negócios neste domínio. A lista que se segue é das 13 firmas mais ativas na indústria da femtech:

Y Combinator (9 negócios)
Arboretum Ventures (7)
BoxGroup (7)
NEA (6)
Founders Fund (6)
Astia Angels (6)
InterWest Healthcare Partners (6)
Chrysalis Ventures (5)
Catalyst Health Ventures (5)
Union Square Ventures (5)
500 Startups (5)
Correlation Ventures (5)
Slow Ventures (5)

Porquê investir em femtech?
Não é só moda. Calcula-se que este mercado possa vir a valer 44 mil milhões de euros em 2025 e há vários estudos que indicam que as mulheres são responsáveis por 80% a 90% das tomadas de decisão da saúde do seu agregado familiar. Ao mesmo tempo, as mulheres em idade ativa gastam 30% mais dinheiro nas empresas de saúde do que os homens na mesma faixa etária. Para além disto, o público feminino tem 75% mais de probabilidade de utilizar ferramentas digitais para a saúde do que os homens. A acrescentar a estes dados temos também a previsão de que, a nível global, os salários das mulheres vão passar de 15.85 biliões de euros para 21.1 biliões até 2020.

Prevê-se que este mercado continue a crescer e que os investimentos na área sejam cada vez maiores e com mais regularidade. Há também cada vez mais projetos dedicados a “atacar” alguns dos maiores problemas das mulheres no local de trabalho. Uma delas é a Callisto, uma start-up que recebeu um investimento da Y Combinator e que, em conjunto com a aceleradora, desenvolveu um estudo onde foi descoberto que 20% das mulheres fundadoras que passaram por programas de aceleração da organização norte-americana foram alvo de assédio sexual.

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