Onde vão os chefs de alguns dos melhores restaurantes do mundo procurar inspiração para as receitas que apresentam a quem os visita? A Forbes desvendou alguns dos locais preferidos dos chefs que integram a lista dos “World’s 50 Best Restaurants”.

A gastronomia é uma das vertentes enriquecedoras de qualquer viagem e uma verdadeira experiência para quem está sempre à procura dos melhores spots gastronómicos. Aproveitando a recente revelação dos “World’s 50 Best Restaurants”, divulgados em Singapura, a Forbes foi tentar perceber até onde vão, geograficamente, os grandes chefs mundiais procurar inspiração e descobrir novos sabores para as criações que fazem as delícias de quem visita os seus restaurantes. Escolhemos cinco exemplos que, quem sabe, pode visitar um destes dias se passar por uma destas cidades.

Eric Ripert, Le Bernardin, Nova Iorque
Para o chef deste restaurante nova iorquino a Ásia é uma região fascinante. Países como China, Taiwan, Índia e Singapura fazem parte do seu roteiro favorito. Ao visitar os países está sempre atento aos restaurantes interessantes que pretende visitar, e não só restaurantes de topo. Por exemplo, quando visita Singapura vai muitas vezes aos centros de vendedores ambulantes, não na perspectiva profissional, mas como simples consumidor, apenas para ter a essa experiência.
Quando as suas viagens o levam ao Japão, Eric Ripert considera fascinante a qualidade dos produtos, o respeito pelos ingredientes. As refeições têm rituais que podem variar do norte para o sul do país. Numa das suas mais recentes viagens visitou Koyasan, onde experimentou a comida de um templo, shojin ryori. Na Coreia, a sua perspetiva é semelhante: aprender sobre os hábitos gastronómicos e a filosofia ligada à comida. Por exemplo, a comida é sagrada, destinada a ter virtudes.

Bertrand Grébaut e Théo Pourriat, Septime, Paris
Esta dupla de chefs é distinta nas suas escolhas de viagens gastronómicas. Bertrand Grébaut é um fã de Itália pela grande simplicidade da comida e dos produtos que usam. Bottarga é o seu ingrediente favorito.
Já Théo Pourriat é apreciador da comida tailandesa e dos quiosques de rua. Um dos seus pratos favoritos é o khao man gai, um arroz de frango que pode ser cozinhado na versão vaporizada ou frita.

Thomas e Mathias Sühring, Sühring, Banguecoque
Esta dupla alemã em Banguecoque encontra inspiração para a sua comida em qualquer lugar para onde viaja. Porém, a Ásia está no topo das  preferências. O Japão pela qualidade dos ingredientes e diversidade de produtos é também um mundo a descobrir. Os restaurantes de qualidade e mesmo a comida de rua no Japão são experiências  que estes chefs aconselham.

Danny Yip,The Chairman, Hong Kong
O chef do The Chairman, um restaurante cantonês tradicional com um toque moderno, procura inspiração nas formas culinárias tradicionais usando ingredientes chineses esquecidos do sul da China e de Hong Kong. Danny Yip viaja várias vezes por ano até pequenas aldeias daquelas regiões para se inteirar das técnicas tradicionais e dos ingredientes esquecidos que os locais usam.  Para este chef, parte da moderna da cozinha do The Chairman consiste em usar esses ingredientes chineses tradicionais e raros e criar receitas próprias e uma outra dimensão da comida chinesa.
Apaixonado pelo seu país, o Chef  viaja bastante por toda a China e considera que ainda há muito por descobrir.

Peter Goossens, Hof van Cleve, Bélgica
O Hof van Cleve é um restaurante belga, localizado na região da Flandres, que trabalha com produtos locais como o peixe do Mar do Norte. Todavia, o chef Peter Goossens também é um apaixonado pela gastronomia japonesa, e por isso, desde a primeira vez que visitou o Japão, há 25 anos, que introduziu essa influência nas suas criações. Aprecia a culinária japonesa pela sua leveza e pureza, que conduz à criação de ponzu, dashi e molho de soja. Quioto, Osaka eTóquio são as suas cidades preferidas no país do sol nascente.

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