Nem o mês predileto dos portugueses para férias faz parar os negócios. Este agosto o destaque vai para a compra de parques eólicos por parte da Saeta Yield e da Tapada do Chaves pela Fundação Eugénio de Almeida, detentora da Adega Cartuxa.

Agosto trouxe movimentações no setor dos parques eólicos e do vinho em Portugal.

A Saeta Yield chegou a acordo com a ACS para a aquisição de um conjunto de parques eólicos em Portugal. A empresa espanhola alarga assim a sua presença a Portugal, naquela que é a segunda aquisição internacional na história da empresa.

De acordo com o comunicado da ACS, a construtora espanhola encaixa 104 milhões de euros com este negócio, que avalia os ativos em 181 milhões de euros e implica uma mais-valia de 12 milhões de euros.

Os ativos em causa são nove parques eólicos, que somam um total de 144 MW de energia e estão localizados nos distritos da Guarda e de Castelo Branco. Em Espanha, a Saeta detém 16 parques eólicos, com uma capacidade de 539 MW, e cinco parques solares, com uma capacidade de 250 MW. No Uruguai possui dois parques eólicos, com uma capacidade total de 95 MW.

Já a Fundação Eugénio de Almeida (FEA), detentora da Adega Cartuxa, em Évora, anunciou a aquisição da herdade produtora dos vinhos Tapada do Chaves, em Portalegre, e que era pertença até aqui da Sociedade Agrícola e Comercial do Varosa, detentora das Caves da Murganheira.

O valor da aquisição não foi revelado. Localizada no Frangoneiro, nos arredores de Portalegre, a herdade que dá nome aos vinhos possui 60 hectares de terra e 32 de património vitícola, segundo a FEA, que aponta esta herdade como integrante de duas das mais antigas parcelas de vinha do Alentejo, em produção, com registos de 1901 e 1902, e que foram alvo de uma profunda reestruturação no início da década de 60 do século XX.

A FEA possui também a Adega Cartuxa, com 650 hectares de vinha na região de Évora e que produz, anualmente, cerca de quatro milhões de garrafas de vinho.

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