Mais de 30 países vão passar a beneficiar do serviço de gestão financeira da nBanks. O objetivo da fintech, é alcançar 50 mil empresas e um volume de faturação de 35 milhões de euros até 2025.

A nBanks acaba de anunciar que mais de 30 países africanos vão passar a beneficiar do seu serviço de gestão financeira, assumindo-se, assim, como a primeira fintech portuguesa a atuar em tecnologia nativa de Open Banking em África.

Segundo Orlando Costa, CEO da nBanks, esta operação vai favorecer “milhares de instituições que, diariamente, precisam deste tipo de sistemas de eficiência operacional. Em todos esses países, somos pioneiros e enablers de Open Banking, considerando a nBanks enquanto a primeira plataforma construída de raiz tendo por base esta tecnologia bancária”.

Para Orlando Costa, as empresas, ou grupos de empresas africanas, vão agora deter “o domínio completo da respetiva tesouraria em tempo real e em qualquer momento sem limitação de fronteiras, evitando entropias como a abertura e encerramento de sessões de homebanking de cada uma entidades bancárias dos diferentes países, entre outros obstáculos que condicionam o trabalho de milhares de empresas”.

O maior ganho com o novo serviço em África prende-se com a poupança de tempo (em média, duas horas diárias por colaborador) e com a eficiência da conciliação bancária e contabilística, explica a fintech em comunicado.

Outras vantagens incluem “o reforço do compliance (cumprimento de normas jurídicas e éticas) e a redução drástica do erro humano em diferentes operações”, explica Orlando Costa, realçando que “estes benefícios têm mais expressão quando se trata de empresas presentes em diversos mercados geográficos”.

“Esta expansão explica-se pelo facto de África ter um potencial tremendamente fascinante de crescimento para a adoção deste tipo de tecnologia. Controlar mapas de tesouraria em tempo real, com diversidade geográfica e volatilidades monetárias e cambiais, com uma quantidade incrível de entidades bancárias, e cada um com as suas idiossincrasias tecnológicas, é, no seu conjunto, um serviço que se revela essencial para empresas que tenham atividade nestes países”, reforça Orlando Costa.

Em virtude desta entrada em África, o objetivo da nBanks passa por atingir, pelo menos, 50 mil empresas subscritoras dos seus serviços e um volume de faturação de 35 milhões de euros até 2025. A solução disponibilizada vai estar igualmente acessível a contabilistas e auditores destes países. Em curso está também a incorporação de soluções de pagamento para todos os utilizadores, que vai capacitar as empresas a alcançarem ganhos adicionais de eficiência e a disponibilizarem soluções completas de agregação, pagamentos e conciliação.

A chegada da nBanks ao mercado africano faz parte de um percurso iniciado juntamente com a Zenki Group (acionista da Fintech) para potenciar o Open Banking no mundo lusófono, numa primeira fase, e noutras regiões, posteriormente.

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