Um antigo presidiário norte-americano lançou a Mind Blown Media, uma start-up que, recorrendo às novas tecnologias, vai dar a conhecer as histórias de ex-reclusos e de pessoas em comunidades desfavorecidas.

Shaka Senghor, um norte-americano condenado a 19 anos de prisão por homicídio, autor de um “best-seller” do New York Times com o livro “Writing My Wrongs: Life, Death, and Redemption in an American Prison” – A Escrever os meus Erros: Vida, Morte, e a Redenção numa Prisão Americana – e professor universitário, lançou a Mind Blown Media, uma plataforma que permitirá a antigos reclusos dar a conhecer a sua história.

Dos 19 longos anos que Senghor passou na prisão, sete deles foram passados na solitária. Neste modo de aprisionamento não há interação praticamente nenhuma com o mundo exterior ou mesmo com outros reclusos.

Segundo o criador da start-up, esta plataforma começou porque ninguém lhe dava trabalho. “Eu saí da prisão para este mundo muito diferente e sabia que havia histórias que não estavam a ser contadas, mas também sabia que havia falta de ligação entre o que estava a acontecer no nosso [norte-americano] sistema de justiça criminal e o que estava a acontecer à tecnologia”, referiu ao Techcrunch.

Tendo um alto teor de entretenimento e ao mesmo tempo um impacto social profundo, o objetivo da Mind Blown Media é utilizar a tecnologia para partilhar com as massas as histórias que ainda não foram contadas. Histórias de pessoas que não têm acesso à tecnologia e que estão em risco por pertencerem a comunidades pouco favorecidas.

Com a série “What’s Good in the Good”, a Mind Blown Media vai tentar mostrar à América e ao mundo pessoas e lugares que não são compreendidos pelos Estados Unidos, ligando esses indivíduos das comunidades desfavorecidas ao público online.

Numa publicação na página oficial da Mind Blown Media na rede social Facebook, Shaka Senghor escreve: “Estamos a pegar em conteúdo de lugares onde os media tradicionais não se aventuram a ir e a contar os tipos de histórias que não foram ouvidos da maneira que têm de ser ouvidos”.

Para conhecer melhor a plataforma, que de momento ainda está em construção, pode aceder ao site.

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