Martine Joly, professora e autora de numerosos estudos sobre a imagem e o audiovisual no mundo contemporâneo, refere na sua obra Introdução à Análise da Imagem que “Somos consumidores de imagens; daí a necessidade de compreendermos o modo como a imagem comunica e transmite as suas mensagens.

Deste modo, não podemos ficar indiferentes a um dos objetos que atualmente mais domina a comunicação”. Esta análise de Martine Joly amplia-se, e reforça-se, no marketing digital. Torna-se, então, possível afirmar que no contexto empresarial a imagem é um elemento de toque, talvez o único capaz de tocar o público. É justamente na imagem que reside o fator encantatório, a atratividade e, por conseguinte, o interesse do consumidor em transitar para o contacto com determinada marca ou serviço.

É neste estado de manifesta evidência que se torna premente reconhecer que qualquer marca que tenha o objetivo de se expandir, tem de ter uma presença distintiva no mundo digital. Neste sentido, a utilização da imagem ocupa um lugar orientador e de protagonismo, assumindo, ao mesmo tempo, a importância de eixo basilar que sustenta conteúdos. Em muitos casos, a imagem acaba por apropriar-se da mensagem que se quer transmitir. E não existem dúvidas nesta questão: a imagem tem efetivamente uma vertente comunicativa.

Foi a partir destes pressupostos que Paulo Chegado e Luís Ferreira, Managing Director’s da On.Corporate, decidiram juntar ao know-how das suas equipas a implementação de uma nova estratégia de comunicação estruturada a partir de rigorosos critérios de imagem.

Em Portugal, e logicamente um pouco por todo o mundo, as empresas que investem numa comunicação corporativa – na qual dão particular relevância à imagem – são precisamente as empresas com maior visibilidade nos mais diversos setores de negócios.

É cada vez mais frequente as empresas realizarem produções fotográficas, coletivas e individuais, aos seus colaboradores, e ao espaço físico corporativo. É um processo que envolve uma produção pormenorizada como a make up, o executive outfit, a postura do corpo, a avaliação do ambiente no qual são consideradas a luz e a decoração, os equipamentos usados na captura das imagens e, posteriormente, o seu tratamento digital.

Sem dúvida, a fotografia é um elemento essencial no marketing digital e é possível identificar nela a componente fenomenológica que se confirma na imagem corporativa: o impacto visual que pode causar. Ou seja, o fator ótico tem o poder de gerar interesse no público.

Hoje, tudo, ou quase tudo, o que se faz está dependente da imagem. Por exemplo, são inúmeras as ofertas de emprego que fazem referência à “apresentação cuidada” como um dos requisitos exigidos. O próprio layout do CV pode ser decisivo numa primeira fase de seleção. Em todos estes domínios, estão implícitas questões relacionadas com imagem, sendo ao mesmo tempo exigências que complementam as competências de cada candidato e a sua formação académica. Significa isto que cada vez mais nos deparamos com a omnipresença da imagem.

Recentemente, a conhecida empresa de marketing Skyword realizou um estudo que demonstra que um artigo que contenha uma, ou mais, imagens tem mais 70% de visualizações, comparado com outro artigo que não inclua qualquer imagem.

Se, no setor empresarial, a importância dada à imagem é apenas uma tendência? Não sabemos. Sabemos, sim, que desde que o francês Joseph Nicéphore Niépce produziu, em 1826, a primeira fotografia, e desde que o americano Russell Kirsch criou, em 1957, a primeira imagem digital, a glorificação atribuída à imagem tem vindo a intensificar-se e a densificar-se.

E o marketing digital? Martine Rothblatt, a conhecida biotecnóloga que revolucionou a indústria de comunicação via satélite, e executiva mais bem paga dos EUA, refere-se a ele como “imortal”.

Comentários