O confinamento resultante da pandemia deu um grande impulso ao retalho na internet. O m-commerce – o canal de escolha da maioria dos consumidores online – regista uma escalada sem precedentes. E não vai parar.

Com mais pessoas do que nunca a fazerem compras a partir de casa, as vendas nas plataformas de comércio eletrónico dispararam. Antes de a recente crise pandémica forçar grande parte do globo a ficar em casa, os números de vendas online já representavam 18% do total de transações de retalho, realizadas em 2019, de acordo com o site TechHQ.

No Reino Unido, por exemplo, os dados de e-commerce publicados em 2019 pela empresa londrina de research Mintel mostram que 86% das pessoas em solo britânico compram na Amazon, com uns impressionantes 70% a fazer compras pelo menos uma vez por mês. Destes, 26% são membros da Amazon Prime, com opções de entrega rápida e outros serviços de valor acrescentado.

Martin Willetts, technology consulting partner na Deloitte UK, afirma ao site Cloud Pro que “tem sido difícil para algumas marcas acompanhar a taxa de evolução no comportamento do consumidor. As organizações de e-commerce que estão a investir na flexibilidade de sistemas, em ferramentas e processos, são as que estão a transformar o desafio numa oportunidade real”.

O consultor acrescenta que “a maior tendência é a forma como as organizações de e-commerce estão a transformar os seus recursos para se adaptarem às necessidades dos consumidores enquanto escalam as operações, à medida que os hábitos de compra online continuam a proliferar”. E os consumidores “esperam, cada vez mais, transparência total das marcas em relação à sustentabilidade e à produção ética dos produtos”.

Esta transformação é mais evidente na aceitação e implementação das soluções móveis. Agora, os vendedores online podem utilizar caixas sem dinheiro, funcionalidades de self-service, e até a facilidade de navegação dos quiosques digitais, tudo através de um smartphone.

O consumidor tem hoje uma infinidade de pontos de contacto e várias possibilidades online onde pode adquirir o que deseja, com a rapidez e conveniência com que conseguir fazer um clique ou tocar, dependendo do dispositivo.

O recente relatório State of Mobility in Retail, da empresa de mobilidade corporativa SOTI, aponta qual será o canal de vendas predominante no futuro: 67% dos consumidores finais acreditam que a tecnologia móvel é o melhor meio para fazer compras online. Aliás, a experiência de compras em dispositivos é tão boa que 76% dos clientes desejam que as equipas das lojas físicas proporcionem uma melhor experiência de retalho usando os próprios dispositivos móveis.

Ou seja, o comércio omnicanal é uma realidade e, enquanto o retalho online está em expansão, o m-commerce é o canal de escolha da maioria.

E as estimativas em termos estatísticos apontam para que a esfera de influência móvel cresça nos próximos anos. A GSMA (entidade que representa as principais operadoras móveis do globo) estima que mais 1,4 mil milhões de humanos vão começar a utilizar a internet através de smartphones, elevando o número total de utilizadores de internet móvel para cerca de 5 mil milhões a nível mundial.

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