Segundo analistas da Reuters, a avaliação da Lyft pode duplicar com a entrada na bolsa, aumentando assim para 26.4 mil milhões de euros.

A Lyft, empresa de mobilidade fundada em 2012, deu ontem a conhecer que se alistou para levar a cabo uma IPO (initial public offering – oferta pública inicial) no primeiro trimestre de 2019. Desta forma, a empresa vai vencer a Uber, a sua maior competidora nos Estados Unidos, na corrida à bolsa, visto que se prevê que a gigante liderada por Dara Khosrowshahi não entre no mercado financeiro antes do primeiro semestre do próximo ano.

Apesar da Lyft se apresentar como o segundo serviço de mobilidade mais bem-sucedido do mercado – atrás da Uber -, os dois gigantes vão agora entrar numa nova fase de competição: a da guerra financeira enquanto empresas públicas, onde a Lyft vai poder “roubar” valor à sua rival – que tem uma avaliação cinco vezes superior, mas que continua a perder dinheiro a um ritmo alarmante.

Esta corrida à bolsa não se trata apenas de timing, mas também de teoria de jogo, como noticia a Recode. O objetivo de ver quem avança primeiro para se tornar uma empresa pública passa por aferir o interesse dos investidores de mercados públicos na área da mobilidade, que durante alguns meses só terão oportunidade de investir numa única empresa: a Lyft.

A empresa de São Francisco – que já fez com que 250 mil clientes deixassem de usar carro pessoal – não relevou quantas ações está a pensar colocar em haste pública ou o valor a que pretende que sejam trocadas. Segundo os analistas da Reuters, com a entrada na bolsa, a avaliação da Lyft – que neste momento está fixada em perto de 13.2 mil milhões de euros – pode duplicar.

Com este IPO, a Lyft segue o exemplo da Dropbox e do Spotify, que tornaram as suas empresas públicas este ano. Para além da Uber, em 2019 o mercado financeiro pode assistir ainda à entrada de nomes como Airbnb, Slack, Palantir Technologies, Stripe e Instacart.

Refira-se que a Lyft é a primeira empresa do seu segmento a querer implementar um modelo de negócio com base em subscrições com o objetivo de se tornar uma alternativa viável e com custo fixo aos serviços de mobilidade tradicionais.

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