Londres: artistas recorrem ao crowdfunding para celebrar o 25 de Abril

O projeto chama-se “Viva Portugal” tem como objetivo assinalar o 50.º aniversário do 25 de Abril com teatro, workshops e fado. A campanha está na plataforma Crowdfunder.

Um grupo de artistas, ingleses e portugueses, estão a promover uma campanha de financiamento coletivo na Crowdfunder para angariar verba para pôr em prática um programa cultural para comemorar os 50 anos do 25 de Abril em Londres. A meta é atingir as 5 mil libras, o equivalente a cerca de 5.900 euros.

Designada “Viva Portugal”, a iniciativa é dinamizada, sobretudo, por Susannah Finzi, que viveu em Portugal entre 1969 e 1980, mas também por Armando Nascimento Rosa. Em causa está a realização de duas peças de teatro, com histórias que tiveram lugar durante a ditadura, uma da autoria de Susannah Finzi (A Reputation) e a outra escrita por Armando Nascimento Rosa (“Departure — The Woman Without Fear”).

Com elenco e encenadores lusófonos, as peças estarão em palco entre os dias 2 e 14 de julho, no Omnibus Theatre, no sul de Londres. Haverá ainda algumas sessões com debates e noites de fado. Além disso, o programa de “Viva Portugal” também engloba a realização de workshops (18 e 24 de abril) no bairro Little Portugal, mais exatamente na South Lambeth Library, com escolas e membros da comunidade portuguesa em Lambeth, inspirados em fotografias de murais relativos ao 25 de Abril pintados em Portugal. A iniciativa também envolve a projeção de fotografias numa exposição que decorre paralelamente às exibições de teatro.

O recurso à plataforma Crowdfunder para obter o financiamento necessário para levar as comemorações da revolução de Abril ao Reino Unido, foi a opção que os mentors da iniciativa encontraram depois de terem visto a sua candidatura ao Arts Council England rejeitada.

Refira-se que Susannah Finzi, escritora e tradutora, vivia em Portugal quando a revolução ocorreu. Ela e Michael Noelke gravaram um grande número de testemunhos, trabalho que resultou num arquivo digital doado, em 2016, ao Museu Aljube (Resistência e Revolução) em Lisboa.

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