Atualmente com três espaços, dois em Lisboa e outro em Cascais, o projeto LACS continua a conquistar mercado. A disponibilização de áreas para realização de eventos é também uma das apostas.

Inaugurado há cerca de um ano, o projeto LACS – Communitivity of Creators, começou com o espaço na Rocha Conde de Óbidos, em Lisboa, mas, entretanto, já alargou o seu âmbito geográfico aos Anjos, igualmente em Lisboa, e a Cascais.

Com base no conceito de estúdios, o LACS está desde a primeira hora ligado às indústrias criativas e disponibiliza desde espaços de coworking, a salas de reuniões, estúdios privados, ateliers, galeria de arte, livraria, bar lounge e uma área de eventos. Esta última tem sido, aliás, uma das áreas que o LACS tem vindo a dinamizar com a realização de eventos internos (da responsabilidade das empresas/start-ups ali instaladas), como também externos.

A oferta neste setor passa por salas multifunções, até auditórios ou mesmo espaços ao ar livre, em qualquer dos casos com uma ampla variedade de soluções para a promoção dos eventos, que podem ir desde workshops, a uma sessão de team building, uma conferência ou mesmo um jantar de empresa.

Dulce Martinho, diretora-geral, explicou que todos os espaços LACS “dispõem de salas para eventos pequenos ou grandes. É um serviço que prestamos aos nossos membros, bem como a empresas de fora que gostam dos espaços e que querem, de alguma forma,se associar a esta nova forma de estar e trabalhar, para além de se associarem à nossa imagem de marca”. Além de disponibilizarem os espaços de acordo com os interesses de cada cliente, também asseguram a contratação serviços de audiovisuais, catering e de decoração. “O valor de aluguer da nossa maior sala com 300 m2 é de 1.500 euros/dia”, explicou Dulce Martinho.

Um ano depois de ter arrancado com o primeiro espaço, as ambições do projeto LACS, até ao final deste ano, passam por ser “o maior cluster criativo do país, com a abertura de mais espaços e uma comunidade de cerca de 5 mil membros”. Dulce Martinho referiu que querem crescer rapidamente, “mas queremos crescer bem. E para isso estamos a tomar todas precauções necessárias”. Revelou, ainda, estarem a analisar a abertura de novos espaços em Lisboa e noutras cidades do país.

Atualmente, são mais de 100 empresas e cerca de 2 mil membros entre os três espaços LACS. “Muitas dessas empresas são estrangeiras, o que faz com que a língua oficial no LACS seja o inglês. Existem 28 nacionalidades e os estrangeiros representam 40% da comunidade”, afirmou a diretora-geral. São predominantemente empresas que se enquadrem nas indústrias criativas e novas tecnologias.

“Somos bem mais do que um operador de espaços de trabalho. Somos um espaço de trabalho, de cultura e lazer. Somos um facilitador de encontros e de experiências. Refletimos a forma como as pessoas querem hoje trabalhar e viver, e para tal oferecemos espaços inspiradores e provocadores, e privilegiamos acima de tudo o “networking”, a partilha, a colaboração e o crescimento rápido e sustentável dos nossos membros”, concluiu Dulce Martinho. Até à data, o investimento na realização destes projetos “já ultrapassa os seis milhões de euros”.

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