Já ouviu falar de “lazy girl job”? É o novo movimento laboral nos EUA.

O mercado de trabalho norte-americano está a assistir a um novo movimento. Depois do “quiet quitting”, agora está a nascer o “lazy girl job”.

As novas tendências de trabalho não param de surpreender, com novidades a surgir um pouco por todo o mundo. Uma das mais recentes está a nascer no mercado norte-americano, é apelidada de “lazy girl job” e já se tornou viral no TikTok.

Não faz jus ao nome, já que não se trata exatamente de ser preguiçosa, ou preguiçoso, mas sim usufruir de empregos com condições de trabalho flexíveis, com poucas exigências e que permitam tempos livros, mas com salários interessantes.

Assim, e depois da disseminação de tendências como o “quiet quitting”, ou seja, da “desistência silenciosa”, no sentido em que o trabalhador assegura os mínimos e apenas e exclusivamente aquilo para que foi contratado, ou do “grumpy staying”, em que o mau-humor predomina, este novo movimento reveste-se de novas características.

Com cerca de 150 mil seguidoras no TikTok, a norte-americana Gabrielle Judge, afirma a imprensa internacional, é, ao que tudo indica, a responsável pelo início deste do movimento “lazy girl job”, que, aliás, alguns especialistas afirmam ser uma nova roupagem do “quiet quitting”.

Em que consiste afinal? No fundo, ter um emprego que ofereça uma boa remuneração, mas que não exija um esforço excessivo. Desta forma, sobra energia para investir noutras atividades. Ou seja, trata-se de encontrar um emprego que permita ao trabalhador fazer o mínimo e ter estabilidade financeira. Assegura Gabrielle Judge que há trabalhos com remunerações bastante confortáveis, em que não se trabalha desnecessariamente e nos quais se pode inclusive, desempenhar as funções de forma remota. A parte boa deste processo é poder dedicar-se a atividades que vão além do trabalho, o que resulta numa maior atenção à saúde mental. Acresce que o movimento pode levar as empresas a repensarem a jornada de trabalho, as modalidades de trabalho que adotam e a relação entre chefias e empregados.

À semelhança de outras tendências, fazer com que as pessoas consigam encontrar o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal é o também o objetivo desta.

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