Global Risk Management Survey identifica riscos para as empresas

A lenta recuperação da economia, ou mesmo a desaceleração, estão entre as principais preocupações das empresas nacionais, segundo a Aon.

Quais as preocupações das empresas? Quais os riscos para a sua atividade que mais temem? A Aon, empresa de serviços nas áreas de risco, reforma, saúde e pessoas, procurou respostas no seu recente Global Risk Management Survey, no qual empresas de todo o mundo identificam os riscos que afetam mais a sua atividade.

No caso português, o relatório refere que a desaceleração/recuperação lenta da economia é o risco que mais preocupa as empresas locais, sendo este uma consequência direta do segundo maior risco deste ranking: o risco pandémico.

No caso português, o relatório refere que a desaceleração/recuperação lenta da economia é o risco que mais preocupa as empresas locais, uma consequência direta do segundo maior riso listado no ranking: o risco pandémico.

A desaceleração económica é igualmente percecionada pelos inquiridos do relatório como um dos riscos que maiores perdas poderão trazer aos negócios, ficando atrás do risco de pandemia. No entanto, apenas cerca de 25% das empresas estão a implementar medidas para o mitigar.

“Estas conclusões poderão justificar-se pela significativa volatilidade e incerteza em relação à forma como as economias irão reagir ao cenário pós-pandemia, o que reforça a imperatividade de cada empresa desenvolver e implementar uma estratégia de gestão de risco capaz de reduzir o impacto que os riscos originados ou escalados pela pandemia podem trazer ao seu negócio”, esclareceu Carlos Freire, CEO da Aon Portugal.

No plano global, registam-se algumas diferenças no perfil dos riscos mais temidos pelas empresas. O Global Risk Management Survey revela que o risco cibernético/data breach lidera, lidera a tabela, ao alcançar a posição mais alta desde o início desta análise, em 2007.

Para os mais de dois mil gestores de risco que participaram nesta edição do estudo – incluindo portugueses – a escalada do cybercrime justifica-se quer pelo papel primordial que a tecnologia desempenhou durante a pandemia, quer pela aceleração da transformação digital das empresas. Duas  realidades que acentuaram os ataques cibernéticos e os episódios de violação de dados mundialmente. Os setores financeiro, segurador, tecnológico, de serviços profissionais, de telecomunicações, media e entretenimento foram os mais afetados.

Tal como em Portugal, a nível mundial, a pandemia também está entre os principais riscos identificados.  Segundo o relatório, o impacto da Covid-19 veio mostrar que o mundo está mais volátil e interligado e que é importante as empresas focarem-se no impacto que vários fenómenos interligados podem ter num mercado globalmente ligado.

O estudo faz ainda uma previsão quanto ao cenário de risco daqui a três anos e nesta altura o risco cibernético volta a ganhar destaque, tal como a desaceleração da economia /recuperação lenta, e o risco no mercado de commodities/escassez de materiais mantém a sua linha de crescimento, o que demonstra, uma vez mais, o impacto que os riscos de longa duração terão na atividade das empresas.No caso do mercado português, prevê-se que a desaceleração/recuperação lenta da economia se mantenha no topo do ranking, com o risco no mercado de commodities/escassez de matérias-primas, os ataques cibernéticos, a volatilidade dos preços dos ativos, a dificuldade na captação e retenção de talento, o cash flow / risco de liquidez, e a falha na inovação a subirem de posição no top 10.

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