A Platypus, start-up tecnológica na área do recrutamento, fundada pelo ex-Chief People Officer da Revolut, angaria 2,5 milhões de dólares (2,29 milhões de euros) numa ronda de investimento liderada pela Mustard Seed MAZE, pela Inventure e pela Vækstfonden.

A Platypus, software que ajuda empresas a melhorar os seus processos de recrutamento, anuncia hoje a mais recente ronda de investimento de 2,5 milhões de dólares (2,29 milhões de euros) liderada pelo fundo de impacto social Mustard Seed MAZE, pelo fundo de tecnologia nórdico Inventure, pelo fundo de investimento do estado dinamarquês Vaekstfonden, entre outros. Este investimento vai acelerar o crescimento da start-up numa fase inicial e a fidelização de clientes.

Contrariamente à maioria das soluções tecnológicas na área de recursos humanos, que se focam na classificação da performance individual dos colaboradores, a Platypus introduz uma nova abordagem: a empresa avalia, analisa e acompanha o alinhamento dos valores de um/a colaborador/a com os valores e cultura da própria empresa. A Platypus ajuda a transformar a cultura da empresa, na medida em que a missão e valores são definidos pelos colaboradores como um todo e não apenas pela equipa de liderança, explica a start-up em comunicado.

O software permite recolher dados variáveis e mensuráveis sobre o que os colaboradores realmente valorizam na empresa ao longo do tempo, identificando as áreas que precisam de maior atenção, reduzindo assim o risco de perda de talento.

“O custo médio da rotatividade é de 50 mil dólares [46 mil euros] por colaborador, podendo chegar a 200% do salário-base de cargos altamente qualificados. Isto é um problema sério para muitas empresas no mercado atual, especialmente num momento em que transitamos para novas formas de trabalho mais flexíveis.”, explica Nico Blier-Silvestri, CEO da Platypus, que tem mais de 15 anos de experiência na gestão de funções de RH em empresas como a Revolut, Unity Technologies, Trustpilot e Peakon.

“O futuro do trabalho, seja remoto ou não, resume-se a encontrar formas mais inteligentes de gerir o problema das más práticas em termos de recrutamento e retenção. Quase 90% dos colaboradores que abandonam precocemente o emprego (nos primeiros 18 meses de trabalho) fazem-no por questões de incompatibilidade com a cultura da empresa. Uma solução como a Platypus é um ponto de viragem na resolução deste problema”, acrescenta o responsável.

A crise do coronavírus acelerou e globalizou a realidade do teletrabalho. Contudo, este fenómeno não é recente. Estudos de 2018 demonstram que mais de metade dos colaboradores em todo o mundo já trabalham remotamente pelo menos um dia por semana. Adicionalmente, é expetável que a procura por teletrabalho aumente 30% até 2030 com a entrada da geração Z no mercado de trabalho, indica a Platypus.

Neste sentido, “a Platypus avalia o alinhamento de valores e cultura de colaboradores numa determinada empresa por forma a maximizar a sua retenção e satisfação”, afirma António Miguel, partner da Mustard Seed MAZE, um fundo de impacto com sede em Lisboa e com investimentos em toda a Europa, que acresenta que a start-up agora investida “permite que equipas atinjam melhores resultados, combatendo sintomas de desalinhamento de valores. Esta equipa tem um historial sólido na indústria dos RH, o que lhes permite adotar uma abordagem diferenciada”.

A Platypus foi fundada em fevereiro de 2019 por Nico Blier-Silvestri e Daniel Bowen. No espaço de dez meses e desde o seu lançamento, a empresa já trabalhou com vários clientes em países como a Dinamarca, Letónia, Singapura, Suécia, Reino Unido e EUA, com vista a encontrar as pessoas certas para cada empresa, minimizando assim os custos de retenção dos colaboradores.

 

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