A Sixty Degrees foi lançada há dois anos como sociedade gestora independente, por iniciativa de uma equipa que trabalhava no BPI e à qual se juntaram nomes conhecidos como Filipe de Botton e Alexandre Relvas. No Spe Futuri, Investidores desta semana falámos com Filipe de Botton e Nuno Sousa Pereira. Assista à conversa.

Leia alguns headlines:

Filipe de Botton, empresário

“Não sou investidor, mantenho a minha pele de empresário e, ao fim ao cabo, tudo isto nasce de um desafio que está ligado à história que infelizmente começo a ter e que começa a ser longa, o que significa que não posso voltar atrás no tempo. Basta lembrar-me do que foi o início da minha vida profissional, em que arranquei na área financeira na gestão de ativos num banco privado que se chamava Interfinança, isto foi a minha vida de 1982/1983 quando a bolsa reabriu em Portugal que são perfeitamente coisas jurássicas e que na altura interviemos. Depois fizemos uma associação com o BCP em 85/86 (…). Entretanto, vendemos a Interfinança e começámos uma outra sociedade investidora de património que se chamava Fonsecas & Burnay que depois vendemos ao BPI. Em 91 saí da vida em que a matéria-prima era gerir o dinheiro dos outros e passei para um negócio diferente que era gerir matéria-prima mais palpável”.

“Há cerca de três anos e meio/ quatro anos fomos desassossegados por uma equipa de pessoas extraordinárias e que o Nuno [Sousa Pereira] integra que nos vieram dizer: `mas vocês não se importavam, querem se associar connosco para lançar aqui um negócio de gestão de património/ private banking. Na altura começámos por dizer: mas para quê, qual poderá ser o nosso papel numa atividade dessas”.

“O investimento na Sixty Degrees foi um investimento totalmente inesperado. Não nos posicionamos como investidores – até porque não gosto de me posicionar como investidor. Gosto de sentir o mínimo de controlo nos investimentos que fazemos. Mas, de facto, neste caso concreto tem sido um passeio pelo parque, como dizem os ingleses, extraordinário porque as pessoas que integram a Sixty Degrees são pessoas com uma capacidade e uma competência fora do vulgar nesta sua área”.

“As relações pessoais e as relações profissionais são muito parecidas. E na analogia de relações pessoais e as profissionais eu diria que a corelação é praticamente de 1.  Eu sou na vida pessoal o que sou na profissional”.

“Não temos medo de ganhar num mercado que já esteja lutado. Há sempre lugar para pessoas melhores. E em todos os setores de atividade os melhores acabam por sobressair”.

Nuno Sousa Pereira, fundador da Sixty Degrees

“Nós juntámos aqui várias valências que eu acho que o Filipe [de Botton]e o Alexandre [Relvas] vieram acrescentar à nossa equipa e não são só os cabelo brancos como o Filipe menciona. A Sixty Degrees nasce de um enquadramento específico. Somos uma equipa eminentemente técnica, passámos todos por uma área gestão de ativos, nomeadamente no grupo BPI, BPI Gestão de ativos e alguns de nós no BFA. Quando o CaixaBank compra o BPI juntámo-nos todos e abordámos o Filipe e o Alexandre”.

“Cometemos um erro de principiante, acho eu. Falámos só com eles. Se calhar deveríamos ter sondado mais pessoas no mercado. Mas a verdade é que eles transmitiam os valores que nós procurávamos que eram: confiança, seriedade, honestidade e credibilidade. E tiveram sempre um discurso honesto e pragmático para connosco, jovens empresários, e levaram-nos a pensar no que queríamos fazer, mas também a pensar na estrutura empresarial em si e na abordagem ao mundo empresarial”.

“Este é um mercado muito concorrencial. Portanto, existem muitas empresas gestoras de ativos não só em Portugal, mas maioritariamente ligadas aos bancos na Europa toda. Hoje é fácil o português investir quer em Portugal, quer na Europa. Portanto, decidimos posicionarmo-nos numa maneira de realmente obter a confiança do investidor”.

“Na Sixty Degrees só temos um produto e esse produto somos nós que adequamos. É sempre vendido como muito arriscado. Pode ir de zero a 100 múltiplas classes de ativos e são sempre os gestores que adequam o nível de risco do portefólio. Umas vezes com sucesso, outras sem sucesso. Mas estamos cá para explicar as nossas decisões e para assumir essas decisões de uma maneira lógica”.

“As relações de gerir dinheiro e saúde são as mais difíceis na vida”.

Reveja as conversas anteriores:

António Murta, fundador e CEO da Pathena, e Renato Oliveira, fundador e CEO da eBankit.
João Brazão, CEO da Eureekka e business angel, e João Marques da Silva, CEO da CateringAssiste.
Francisco Horta e Costa, managing director da CBRE, e Ricardo Santos, CEO da start-up Heptasense.
João Arantes e Oliveira, fundador e partner da HCapital Partners, e Nuno Matos Sequeira, diretor da Solzaima.
Tim Vieira, CEO da Bravegeneration, e Pedro Lopes, fundador da Infinitebook.
Luís Manuel, diretor executivo da EDP Innovation, e Carlos Lei Santos, CEO e cofundador da HypeLabs.
António Miguel, fundador e CEO da MAZE, e Guilherme Guerra, fundador e CEO da Rnters.
João Amaro, Managing Partner da Inter-Risco, e Carlos Palhares, CEO da Mecwide.
Pedro Lourenço, administrador da Ideias Glaciares, e Pedro Almeida, fundador e CEO da MindProber.
Alexandre Santos, diretor de investimento na Sonae IM e cofundador da Bright Pixel, e João Aroso, cofundador e CEO da Advertio.
Francisco Ferreira Pinto, partner da Bynd Venture Capital, e Eduardo Freire Rodrigues, cofundador e CEO da UpHill.
Basílio Simões, business angel e fundador da Vega Ventures, e Gustavo Silva, cofundador e CMO da Homeit.
Manuel Tarré, presidente da Gelpeixe, e Nuno Melo, cofundador e sócio da Boost IT.
José Serra, fundador e managing partner da Olisipo Way, e Tocha Serra, Partner & Startup Spotter da Corpfolio.
Stephan Morais, fundador e diretor-geral da Indico Capital Partners, e André Jordão, CEO da Barkyn.
Ricardo Perdigão Henriques, CEO da Hovione Capital, e Nuno Prego Ramos, CEO da CellmAbs.
Pedro Ribeiro Santos, sócio da Armilar Venture Partners, e Jaime Jorge, CEO da Codacy.
Miguel Ribeiro Ferreira, investidor e chairman da Fonte Viva, e João Cortinhas, fundador e CEO da Swonkie.
Cíntia Mano, investidora que está ligada à REDangels e à COREangels Atlantic, e Marcelo Bastos, fundador da start-up Sizebay.
Diamantino Costa, cofundador da Ganexa Capital, e Nuno Almeida, CEO da Nourish Care.
David Malta, Venture Partner do fundo de investimento Vesalius Biocapital, e Daniela Seixas,  CEO da TonicApp.
Sérgio Rodrigues, presidente da Invicta Angels, e Ivo Marinho, cofundador e CEO da StoresAce.
Alexandre Barbosa, Managing Partner da Faber, e Carlos Silva, cofundador da Seedrs.
Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, e Nuno Brito Jorge, cofundador e CEO da GoParity.
Paulo Santos, managing partner da WiseNext, e Hugo Venâncio, CEO da Reatia.
João Matos, administrador executivo do dstgroup e presidente e CEO da  2bpartner, e Bruno Azevedo, CEO da AddVolt.
Luís Quaresma, partner da Iberis Capital, e Vasco Portugal, cofundador e CEO da Sensei.
Isabel Neves, business angel, e Rita Ribeiro da Silva, cofundadora da Skoach.
Pedro Tinoco Fraga, fundador da F3M e acionista da Braintrust, da BrainInvest e da BrainCapital, e César Martins, fundador e CEO da ChemiTek.
Roberto Branco, CEO da Beta Capital, e Luís Moreira, cofundador da Bullet Solutions.
Carlos Brazão, business angel,e Ricardo Mendes, cofundador da Vawlt Technologies.
Inês Lopo de Carvalho, partner da Crest Capital Partners , António Brum, diretor-geral do grupo Penta.
Luís Santos Carvalho, cofundador, partner e CFO da Vallis Capital Partners, e Óscar Salamanca, CEO da Smile-up.
Pedro Cruz, business angel e CEO da Gallo Worldwide, e Rogério Nogueira, CEO da Winegrid.
António Amorim, presidente da Amorim Cork Ventures, e Pedro Abrandes, fundador de As Portuguesas no Spe Futuri.
Martim Avillez Figueiredo, sócio da CoRe Capital, e Fernando Lourenço, CEO da Jayme da Costa.
Hugo Gonçalves Pereira, Managing Partner da Shilling, e Diogo Barata Simões, CEO e cofundador da Elecctro.
António Cacorino, cofundador e CEO da Apex Capital, e Pedro Vasconcelos, CEO da Batch.

 

 

Comentários