Se tivesse de escolher, diria que uma boa estratégia de negócios é melhor que uma execução eficiente ou vive-versa? Descubra a resposta neste artigo, segundo os autores Benjamin Gilad e Mark Chussil.

No livro The New Employee Manual: A No-Holds-Barred Look at Corporate Life, os autores Benjamin Gilad e Mark Chussil escrevem que as ações mais ousadas nunca são fáceis. E também não são nem baratas nem seguras. Mas a principal razão pela qual os líderes descartam o pensamento disruptivo é porque prestam apenas três segundos de atenção à estratégia e partem imediatamente para os desafios da execução, avança o Entrepreneur.

O que é que é mais importante? Estratégia ou execução? A resposta mais conciliadora é: as duas, que será o que as pessoas que lêem os artigos mais populares do LinkedIn dirão. Esta plataforma defende que o segredo para ser contratado, promovido, ter uma vida longa ou ser rico está em ser gentil, trabalhar muito e evitar conflitos com os chefes.

Mas para os autores do livro, é preciso fazer uma escolha. Porque estratégia tem tudo a ver com decisões. Enquanto a liderança relaciona-se com motivação e a gestão com organização e controlo, estratégia diz respeito apenas à tomada de decisões.

Decidir é uma das coisas mais difíceis para as empresas de sucesso porque significa não executar algo, o que pode parecer alarmante e arriscado. Existe um medo generalizado de errar e comprometer o seu sucesso. Recusar decidir, ou tentar chegar a todas as opções ao mesmo tempo, parece bem mais seguro.

Aqueles que acham que a estratégia e a execução são igualmente importantes, na verdade, o que não dizem é que a estratégia está sobrevalorizada e a execução é extremamente difícil. É por isso que apenas perdem três segundos com a estratégia e preocupam-se infinitamente com o fazer. Até podem estar certos, mas apenas quando a estratégia utilizada é uma mera continuação da estratégia atual, com pequenos ajustes táticos aqui e ali. É precisamente isto que se passa muitas vezes com a estratégia no mundo corporativo, segundo os autores do livro.

A grande maioria dos funcionários dedica-se à execução. Por definição, este é o papel dos empregados e coordenadores, mas não dos líderes. Numa unidade corporativa típica, isto traduz-se em centenas de pessoas que se dedicam dia e noite e, por vezes, fins de semana a implementar a estratégia da sua empresa.

Mas porque é que os gestores acreditam que a execução é difícil e a estratégia é fácil? O cerne desta questão, na verdade, não é qual é mais difícil, mas sim a crença subjacente de que, se a execução fosse só um pouco melhor (ou até mesmo perfeita), a companhia prosperaria. Esta crença adequa-se na perfeição com a reação instintiva que leva à estagnação ou ao declínio: continue a trabalhar e execute a estratégia errada ainda com mais empenho!

Uma execução excelente não salva uma boa estratégia. Uma estratégia que tropeça na execução pode ter salvação através de uma comunicação honesta de líderes que preferem enfrentar a realidade do que ouvir os “zum-zuns” da maioria. A estratégia é difícil, mas merece o esforço. A execução é difícil mas se a estratégica não for a correta, na melhor das hipóteses, não merece o esforço, defendem Benjamin Gilad e Mark Chussil.

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