A empresa chama-se Atrium, pertence a Justin Kan, antigo partner da Y Combinator e cofundador da conhecida plataforma de transmissão de jogos online Twitch, que foi vendida à Amazon por 814 milhões de euros.

Depois de ter cofundado a atual plataforma número um de transmissão de jogos Twitch e de ter ajudado centenas de empreendedores a desenvolverem os seus projetos na Y Combinator, criar a Atrium, um escritório de advogados, não parecia ser um passo lógico na carreira de Justin Kan.

A verdade é que a Atrium não é uma empresa da área jurídica normal. Tal como já tínhamos noticiado, o projeto nasceu da má experiência de Kan com escritórios de advogados, o que o levou a querer automatizar parte do trabalho que é feito por este tipo de profissionais.

Numa entrevista à Forbes, o líder da Atrium explicou que a empresa começou porque “era um problema que via de experiência própria, onde todos os parâmetros à volta da área legal eram um bloqueador ao que eu queria fazer, e as contas [que tínhamos de pagar]eram quase como se fosse uma roleta russa”.

A start-up fechou recentemente uma ronda de 56 milhões de euros, liderada pela Andreessen Horowitz, mas que conta também com o apoio da Sound Ventures, da General Catalyst e do Continuity Fund da Y Combinator.

O levantamento de capital surgiu depois da Atrium ter ajudado empresas tecnológicas e start-ups a levantarem perto de 4.3 mil milhões de euros em investimento. Dos 890 nomes que constam na sua carteira de clientes, encontramos empresas como Bird, Sift Science, Alto e MessageBird. Com este capital, a empresa espera poder contratar mais colaboradores, tanto para os serviços legais como para a parte tecnológica.

O projeto arrancou em 2017 e começou a trabalhar exclusivamente com start-ups que queriam levantar capital ou ser adquiridas. Atualmente, os serviços disponibilizados pela Atrium já incluem contratos comerciais, blockchain e aconselhamento. A start-up espera capitalizar na dificuldade que os escritórios de advogados têm em abranger muitos clientes. A ideia é utilizarem o serviço de inteligência artificial da empresa para automatizarem grande parte do seu trabalho.

Quando questionado pela Forbes sobre a área em que está a trabalhar atualmente, Kan referiu que gosta de preencher lacunas do mercado e de desenvolver tecnologia que as faça funcionar, como aconteceu com a Atrium, um projeto que está inserido num mercado avaliado em cerca de 390 mil milhões de euros.

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