O estudo da Mercer|Jason Associates revela ainda um aumento do salário dos colaboradores recém-licenciados.

Depois de analisar perto de 150 mil postos de trabalho de cerca de 400 empresas do mercado português, o estudo Total Compensation Portugal 2018, levado a cabo pela Mercer | Jason Associates, chegou à conclusão que o número de empresas que preveem contratar novos colaboradores continua a crescer.

Depois de, entre 2017 e 2018, a percentagem de empresas com intenção de contratar ter aumentado de 41% para 53%, no próximo ano, a previsão é de que 48% das firmas portuguesas continuem a querer aumentar as suas equipas. Apesar de ser um decréscimo de 5% face a este ano, o estudo revela que a tendência de recrutamento  permanece elevada. Por outro lado, metade das organizações dizem ter a intenção de manter o número de colaboradores e apenas 2% pretende reduzir a dimensão das suas equipas.

Tiago Borges, responsável da área de rewards da Mercer | Jason Associates, afirma em comunicado que “em 2017, o PIB real cresceu 2,7%. Em 2018, as estimativas apontam para uma ligeira redução no crescimento, prevendo-se para 2019 uma estabilização nos 2% do crescimento económico em Portugal. Este comportamento da economia tem contribuído para as melhorias verificadas na intenção de contratação de colaboradores por parte das organizações, o que tende a refletir-se na descida da taxa de desemprego de 9%, em 2017, para 7,7% em 2018, com uma previsão de 6,8% para o próximo ano.
No que diz respeito às melhorias salariais por níveis funcionais, estas são influenciadas por diversos fatores, sendo que as funções de maior nível de responsabilidade têm sido as mais penalizadas em fases de contração da economia. Contudo, são também as que recuperam mais rapidamente em períodos de crescimento económico”.

Já no que concerne às revisões salariais, o estudo revela que 85% das empresas participantes indicam rever os salários dos seus colaboradores uma vez por ano. Entre os principais fatores que influenciam o aumento salarial, encontram-se os resultados individuais (86%), o posicionamento na grelha salarial (68%) e os resultados da empresa (60%). Neste campo, o nível funcional (25%) e a antiguidade (8%) são as duas condicionantes com menos influência.

O estudo aponta ainda para um aumento dos salários dos recém-licenciados. O salário base anual destes jovens no primeiro emprego, situa-se, em média, entre os 14.000€ e os 18.725€. Ambos os valores apresentam um aumento face a 2017.

Para além destes dados, a pesquisa abordou alguns dos benefícios que são dados aos colaboradores. O plano médico é o mais atribuído, com 94% das empresas a pagar esta despesa aos seus empregados. Segue-se o plano de pensões, com 43% de adesão, e, por último, as despesas associadas à educação dos colaboradores, em que 34% afirmam cobrir este custo.

A amostra do estudo da Mercer|Jason Associates envolveu 148.332 postos de trabalho, em 397 empresas instaladas no mercado português, e é constituída por empresas nacionais (42%) e multinacionais (58%). Das multinacionais, a maioria tem origem nos Estados Unidos (32%)  e na Alemanha (12%).

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