Uma parceria entre a Beta-i e a Comissão Europeia deu origem a um novo projeto europeu: o Data Pitch. Saiba mais sobre a iniciativa que vai dar 100 mil euros a 50 start-ups e PMEs.

Este novo projeto com cunho da portuguesa Beta-i quer impulsionar e ajudar start-ups e grandes empresas a descodificar, em conjunto, os desafios do futuro, através do tratamento de dados. Vão ser selecionadas 50 start-ups e PMEs que vão receber 100 mil euros em financiamento, apoio de especialistas e oportunidades de investimento.

O Data Pitch, que será apoiado pelo programa de pesquisa e inovação da União Europeia – Horizonte 2020, terá a duração de três anos e vai ser coordenado pela Beta-i, em conjunto com a Universidade de Southampton, Open Data Institute e a Dawex.

Esta iniciativa tem também parceiros de peso que vão partilhar os seus dados através de um laboratório de inovação da Universidade de Southampton. Os cinco parceiros vindos de áreas de atuação diferentes são:

– Sonae Retalho (Portugal)

– Deutsche Bahn (Alemanha): empresa de caminhos de ferro.

-Uniserv GmBH (Alemanha): empresa de gestão de dados.

-SpazioDato (Itália): empresa especializada em “big data” e “machine learning”.

-IMIN (Reino Unido): empresa de “open data” orientada para a saúde e o bem-estar.

Elena Simperl, professora da Universidade de Southampton e diretora de projeto do “Data Pitch”, referiu em comunicado que “o Data Pitch está a tentar fazer algo muito diferente e importante em prol da economia digital. É o primeiro acelerador de dados desenhado para reunir organizações de todo a Europa, que recolhem dados e gostariam de os ver usados de forma a dar resposta a alguns dos seus mais relevantes desafios de negócio, envolvendo as start-ups, que contribuem com as sua ideias frescas para novos produtos e serviços”, acrescentando ainda, “ao longo dos último 6 meses temos trabalhado de forma muito próxima com o vários stakeholders, de forma a desenhar uma competição o mais aberta possível para as start-ups e PMEs de toda a União Europeia, centrada em torno de 12 desafios de dados diferentes, e que pensamos serem ilustrativos da diversidade presente na economia digital do espaço europeu”.

O principal fim deste projeto é criar um ecossistema de inovação na Europa onde grandes empresas possam trabalhar com start-ups ágeis. Desta cooperação, entre grandes e microempresas, que recorrerá aos dados como base de partida para resolver os problemas, pode resultar a inovação e aprendizagem.

As candidaturas estão abertas até dia 1 de outubro deste ano. As entrevistas de triagem vão começar dia 30 de outubro e o programa começa em fevereiro do próximo ano.

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