Dark offices: a nova tendência de escritórios no Brasil

Em São Paulo, os locais de self storage estão a dar lugar a escritórios cubículo. Uma “tendência” polémica que põe em causa as condições de trabalho de quem usa estes espaços.

Os tradicionais espaços de self storage para armazenar objetos (móveis, stocks de produtos, arquivos, etc..), com locais /cubículos que podem ir de 1m² a salas de 100 m², também estão a ser usados como escritórios por empresas que alugam “boxes” para a partir dali gerirem as suas operações. Este modelo de trabalho começa a ser uma prática entre algumas empresas na cidade brasileira de São Paulo, que ali instalam alguns funcionários para trabalharem durante todo o dia ou parte dele.

Assumiram a designação generalizada de dark offices (escritórios escuros) porque são fechados ao público, sem janelas, luz natural e refrigeração, e na maior parte das situações para trabalho de comércio online. Muitas das grandes empresas de self storage que gerem estes espaços disponibilizam inclusive serviços como internet ou câmaras de segurança, criando um ambiente atrativo face à concorrência que já começa a ser bastante significativa. A melhor localização e o preço são também argumentos para conquistar o público.

A Good Storage é uma das empresas paulistas de self storage que disponibiliza este tipo de serviço, destacando como vantagens da oferta a localização das boxes-escritório, a segurança e o wi-fi gratuito. Alguns dos seus espaços têm áreas comuns como mesas de trabalho ou café de cortesia. Como esta empresa, muitas outras, inicialmente especializadas apenas em boxes de armazenamento, estão agora a virar-se para esta nova versão empresarial.

Uma parte significativa das empresas que recorrem a estes espaços atuam no setor do retalho digital e procuram no self storage mais que armazenagem de stock, um centro de distribuição próprio, espaços onde são realizados os processos de armazenagem, separação, embalagem e despacho dos produtos vendidos online.

Mas esta nova tendência de local de trabalho está a gerar críticas dos especialistas em direito do trabalho que alegam que estes ambientes, pensados e criados para armazenamento, não reúnem condições adequadas para acolher pessoas.

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