Com o preço da tecnologia a descer e o preço da educação a subir, há cada vez mais start-ups a apostar no ensino com base em computadores. Conheça a Coursera, uma empresa deste setor avaliada recentemente em 710 milhões de euros.

Nas últimas semanas falámos de algumas start-ups que estão a mudar o mundo da educação como a Veative Labs e a Yogome. Hoje, falamos da Coursera, uma empresa fundada em 2012 que está perto de se tornar um unicórnio, tendo sido avaliada em mais de 710 milhões de euros.

Sendo uma das empresas líderes no setor edtech, a Coursera anunciou recentemente que recebeu perto de 55 milhões de euros em investimentos de série D.

Rick Levin, o CEO da empresa e antigo diretor da Universidade de Yale, disse ao Techcrunch que vai utilizar o dinheiro recebido para melhorar o negócio em três frentes: no desenvolvimento de novas tecnologias em áreas como a inteligência artificial, com o objetivo de melhorar e personalizar a experiência de aprendizagem, para expandir o número de cursos online e para continuar a desenvolver a área destinada a organizações sem fins lucrativos e de cursos específicos direcionados para empresas.

Esta nova ronda de investimentos vem numa altura em que a Coursera registou um novo feito: o registo de 26 milhões de utilizadores na sua plataforma. A empresa oferece dois mil cursos em 180 especializações diferentes, incluindo mestrados no mundo do negócios, computação, inovação e contabilidade. A Coursera conta ainda com a parceria de 150 universidades.

A maioria, dos 26 milhões de utilizadores, utiliza a plataforma para cursos de pouca duração. No entanto, o CEO referiu que os novos programas estão a crescer rapidamente e que a Coursera espera que em breve se tornem mais populares. Mais de 50 empresas, como a Air France KLM, PayPal e a L’Oreal oferecem, através desta plataforma de educação, cursos direcionados para a sua marca.

Michael Moe, o fundador e CEO da GSV Asset Management, uma das organizações que investiu na Coursera, disse à Techcrunch estar bastante entusiasmado por ver a empresa como a plataforma líder de educação no mundo, com uma base de utilizadores interessada e com conteúdo educativo de universidades e de grandes empresas. O responsável referiu ainda que “num mercado global e numa economia baseada no conhecimento, a educação faz a diferença, não só individualmente como também para empresas e países”.

A Coursera tem acordos com os governos dos Estados Unidos, Malásia, Paquistão, Singapura e Egito.

Enquanto a discussão sobre o futuro da educação persiste – visto que há quem diga que a educação tradicional vai deixar de existir -, empresas como a Coursera vão cimentando o seu espaço no mercado, não sendo um substituto à escola, mas sim um suplemento para os alunos e para pessoas que não têm tempo para tirar um curso presencialmente. Segundo o CEO da plataforma, o aluno mais comum de um MBA tem 37 anos, é casado, pai e tem um emprego, não sendo alguém que tenha tempo para se matricular num curso de uma universidade.

Se ficou interessado neste tópico, talvez queira também ler a história da Yogome e da Veative Labs, outras duas start-ups que fazem parte desta indústria.

Comentários