42% dos profissionais afirma ter confiança nos líderes que conduzem a empresa, valor quase duas vezes superior ao do ano de 2020, segundo última edição do relatório Leadership Confidence Index.

A confiança na liderança das empresas por parte dos seus executivos quase duplicou nos últimos dois anos, com 42% dos profissionais a afirmar ter confiança nos líderes que conduzem a empresa, revela a segunda edição do Leadership Confidence Index, da Odgers Berndtson, empresa global de Executive Search & Leadership Advisory.

Na edição anterior, em 2020, a Odgers Berndtson publicou o primeiro estudo, que revelava que apenas 24% dos executivos confiava na liderança das empresas para as quais trabalhavam.

O Index de 2022, construído com base num inquérito feito a 1.100 executivos, incluindo de Portugal, revela ainda que a maioria dos inquiridos (90%) confirma que a sua empresa sofreu o impacto das diferentes disrupções causadas pela pandemia de Covid-19, mas que, ainda assim, 71% indica que a sua empresa cresceu ao longo dos últimos dois anos.

Luís Sítima, CEO da Odgers Berndtson Portugal, afirma que é muito positivo ver que a confiança das equipas na sua liderança está a crescer e a tornar-se mais forte. Está claro que mediante uma disrupção que nos foi imposta, os líderes demonstraram uma excelente capacidade de adaptação. Mas também é importante observarmos que temos muito caminho pela frente, pois esta confiança pode e deve tornar-se mais alargada, sólida e robusta”.

“A questão prende-se agora com a forma como vamos liderar neste novo mundo pós pandemia e com o que realmente aprendemos.  Ter o líder certo, no sítio certo e no momento certo fará cada vez mais a diferença. Pensamento estratégico, agilidade, humildade, coragem e propósito são competências críticas neste novo perfil. Ser capaz de atrair, selecionar, reter e desenvolver estes líderes será o core da agenda das organizações no futuro”, acrescenta o responsável.

O aumento da confiança na liderança da empresa deve-se a diferentes tendências, como a adoção de mais e melhor tecnologia, fator que antes era visto com alguma incerteza, conclui o estudo. Hoje os líderes olham de forma diferente para o impacto da tecnologia – apesar de ainda quase metade dos executivos (44%) sentir que a tecnologia é um fator de disrupção, este valor baixou significativamente dos 62% assinalados na edição de 2020 do estudo.

Políticas ESG (Environmental, Social and Governance” que se traduz para o português em
Ambiental, Social e Governança(, assim como de Inclusion & Diversity, são características fundamentais no aumento da confiança, com 87% dos inquiridos a afirmar que as suas empresas fizeram alterações positivas e de sucesso nestas áreas, durante os anos de pandemia. Também a larga maioria (88%) está confiante de que os seus líderes têm a capacidade de continuarem a estimular e a melhorar estas áreas na empresa.

Olhando para o futuro, e para as volatilidades que se têm observado, também a larga maioria dos executivos (79%) acredita que os níveis de incerteza e perturbação poderão crescer ou manter-se elevados. Quando questionados sobre a função mais relevante de gerir essas incertezas de forma positiva, 85% dos executivos indicou naturalmente o CEO, logo seguido do CHRO (Chief Human Resources Officer) com 53%, facto que revela a maior relevância dada à atração, desenvolvimento e retenção de talento no futuro

Embora a confiança tenha aumentado e seja muito superior à reportada há dois anos, 44% dos executivos continua a avaliar a sua liderança como média ou fraca nos momentos altos da pandemia. Com mais incertezas e fatores disruptivos no horizonte, os líderes que se encontram nestas avaliações terão um grande desafio na criação de confiança entre as suas equipas nos próximos tempos.

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