Como trabalhar corretamente no “novo” escritório: a casa.

Quer seja um veterano do trabalho remoto ou um novato, existem algumas regras para que se possa manter produtivo e motivado durante este período, que poderá ser longo.

Por todo o mundo as grandes multinacionais como Google, Microsoft, Twitter, Amazon, Spotify implementaram medidas obrigatórias de trabalho remoto devido à expansão do Covid-19. Medidas que foram também seguidas por muitas empresas e entidades nacionais. É de supor que o “escritório doméstico” se torne normal para muitas profissões até que o surto de coronavírus deixe de ser uma ameaça à saúde pública.

Muitos trabalhadores estão a trabalhar a partir de casa pela primeira vez, o que significa que vão ter de descobrir como manter as funções e a produtividade num ambiente que até é conhecido, mas que habitualmente não é usado para esse efeito. Para não se dispersar no seu novo dia a dia laboral, veja o que sugere a BBC.

Aumentar a comunicação

Um dos pontos chave para trabalhar a partir de casa (sejam quais forem as circunstâncias) é uma comunicação clara com a chefia. Ou seja, é importante saber exatamente o que é esperado do funcionário. A maioria das pessoas passa os dias próximo do chefe, o que significa que a comunicação é fácil e sem esforço. Mas tudo muda no trabalho remoto, onde as falhas de comunicação são mais prováveis se as equipas não estiverem habituadas ao teletrabalho.

Inclusive o próprio gestor ou supervisor pode não estar habituado a gerir pessoas virtualmente, ou a empresa pode não ter as ferramentas adequadas para trabalhadores remotos. Mesmo para os que estão acostumados a trabalhar a partir de casa, a situação atual pode parecer desestruturada e a solidão pode fazer com que se sintam menos motivadas e menos produtivas.

Desta forma, quando comunica com o diretor ou com equipa a partir do seu “novo escritório”, é importante ter uma comunicação “mais rica”, direta, objetiva e instantânea, através de diferentes formas de videochamadas.

Trabalho remoto é trabalho real

Existem também algumas dicas mais “práticas” sobre trabalho remoto. Por exemplo, só porque não vai sair de casa, não é motivo para ficar de pijama o dia inteiro. O dia a dia deve ser encarado como um normal dia de trabalho normal, logo a higiene pessoal e vestir-se apropriadamente não podem ser dispensados.

Também é importante criar um espaço personalizado exclusivo para o trabalho. Não fique a trabalhar na cama com o laptop ao colo. A solução pode ser algo tão simples como mover uma mesa de apoio para um canto longe de distrações e sentar-se numa cadeira, como faria na secretária do escritório. Esta delimitação de espaços também é uma forma de criar limites em casa para os restantes membros da família que têm que compreender que estar em casa não significa férias.

Não se esqueça que também é essencial colocar um ponto final no dia de trabalho, já que um dos aspetos negativos frequentemente associados ao teletrabalho é a incapacidade de “desligar” após o horário laboral. .

Outro ponto fundamental é não deixar que as tarefas domésticas se misturem com o trabalho diário. Pôr roupa a lavar ou fazer outra tarefa doméstica rápida, pode desconcentrar e destabilizar o empenho necessário para o teletrabalho.

Evite sentir-se isolado

Mesmo com ferramentas de chat e videoconferência, a transição abrupta de um escritório para um ambiente doméstico pode conduzir a alguns problemas de habituação. Há que distinguir dois tipos de trabalho remoto: o trabalho a curto prazo ou ocasional em casa e o que é feito de forma permanente ou em período integral. Comparar estes pontos é o mesmo que comparar um treino semanal no ginásio ao treino para uma maratona – o esforço e empenho para cumprir ambos é diferente.

Este último tipo – trabalho permanente ou em período integral em casa – que estamos a viver agora é bastante raro. O atual surto de Covid-19 não permite para já ter uma visão clara sobre quanto tempo as pessoas ficarão em casa, o que apresenta problemas adicionais. Os pais, por exemplo, terão mais trabalho se as crianças estiverem em casa porque as escolas estão fechadas. Este contexto faz com que uma comunicação mais próxima com os diretores seja vital.

O isolamento prolongado também pode ter um impacto forte na moral e na produtividade. Por isso é importante que as equipas tentem manter uma aparência de normalidade e camaradagem de formas não convencionais, como happy hours remotas, onde as pessoas convivem através do Slack ou Skype. Ajuda a amenizar um ambiente difícil e tenso. Também poderão ser transpostos para o ambiente online as atividades sociais normais no escritório como as comemoração de aniversários, ou mesmo tentar manter as conversas casuais que as equipas costumam ter na pausa para café.

Manter o humor e ânimo

Um período curto, de duas a quatro semanas, a trabalhar em casa a tempo inteiro, poderá ser económica e pessoalmente doloroso, mas suportável. No entanto, um período mais longo de dois ou três meses pode conduzir a sérios custos económicos e de saúde. Por isso, a interação online, através de videochamadas, check-ins regulares com diretores ou supervisores (ou com a equipa que depende de si), é uma forma de evitar as armadilhas emocionais do trabalho remoto, em especial para os funcionários que moram sozinhos e que podem sentir-se mais isolados.

Aos gestores cabe-lhes fornecer uma comunicação clara e manter o ânimo das equipas. É suposto identificar quando existe stress e dificuldades e tentar ser o líder motivacional da equipa. Isso é particularmente importante se o período de home office se prolongar durante semanas.

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