A reflexão surge no seguimento do livro “Deuses Americanos”, de Neil Gaiman (esse mesmo, o mesmo de “Sandman”).
Na recente viagem ao Japão vi de perto a realidade outrora só de boca a boca ou em séries de Tv ou filmes, do especialista (ou direi mesmo do artífice) que depois de décadas aprimorou a técnica até ser mestre. Ele é cozinheiro, artesão, professor, vendedor... É, e sempre foi. Ele é, em muito, aquilo que faz. E a sua identidade mistura-se na identidade da profissão.
Vivemos num mundo que tende a premiar o especialista. Ou o que é perfeito. Veja-se a fruta. Não pode ter manchas nem marcas. Tem de ser perfeita. A desgraça que seria se o mesmo chegasse às batatas em sacos antes de serem fritas (já nesse ponto de servir tudo se iguala: quem não procura a batata perfeita no prato?).
P.T. Barnum foi um empresário, homem do espetáculo e político norte-americano do século XIX, conhecido como o “pai do entretenimento moderno” e considerado um dos maiores mestres da manipulação da perceção pública. De nome completo Phineas Taylor Barnum (1810–1891), fundou o que viria a ser o famoso Ringling Bros. e Barnum & Bailey Circus, ou também conhecido como "O Maior Espetáculo da Terra"!
O acesso à informação nunca foi tão fácil - mas parece que quanto mais temos, menos queremos. Ou queremos em menos. Preferimos um resumo a um artigo completo, um vídeo de 30 segundos a um documentário, um tweet a uma análise desenvolvida. Tudo precisa ser rápido, leve e de baixo esforço.
A origem do título é alusiva à célebre frase de Daniel Kahneman: "O eu que vive e o eu que recorda", mas venho colocá-la aqui ao serviço da gestão e do marketing. Kahneman, Prémio Nobel, introduziu esta ideia no contexto da psicologia do bem-estar e da tomada de decisão.
Um dos melhores exemplos que recordo em torno da ideia do contraintuitivo vem descrita numa experiência por Dan Ariely em “Previsivelmente Irracional”: Para o mesmo produto à venda online, qual a opção que mais pessoas escolhem? A) 10€ + o custo de entrega (2€)? B) 13€ já incluindo o custo de entrega?
Numa altura em que a maior parte de nós goza as suas férias – em Portugal ou lá fora – detenho-me na reflexão da nossa marca maior, mais popular e de mais valor: Portugal.
Talvez dramatizando um pouco, mas serve o título para enfatizar a ideia que se segue. E não tem a mesma nada que ver com a Inteligência Artificial diretamente. Ainda que ela também contribua. Mas atalhando, a reflexão centra-se sobretudo na ideia de que já passámos da transformação digital (e não para o digital!) para a fase da Atualização Tecnológica Permanente.
Recrutar talento, sobretudo aquele que sabemos é diferenciador na organização, pode ser um desafio. Sobretudo perante o que a empresa precisa e o que o colaborador procura, entre a vida pessoal e a carreira vs. a vida da organização e o que esta integra.
Os dados são reveladores: em 1997 em Portugal 53,4% dos portugueses liam livros; em 2007 esse valor subiu para 56,9%; no caso dos jornais a subida foi ainda mais expressiva, de 69,4% para 83% (Estudo “A Leitura em Portugal” pelo Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação – Out. 2007).
Como pai de três, estando a filha do meio a caminho de concluir o 9.º ano e decidir o seu caminho pelo Ensino Secundário, eis-me pela segunda vez na condição de apoiar este momento do percurso académico e pessoal.
