De 2012 a 2016, o investimento em start-ups na Tailândia passou de três para 80 milhões de euros. No ano passado foram fechados os três maiores negócios com microempresas do país. As previsões para este ano continuam otimistas.

Nos últimos anos o setor tecnológico tailandês tem recebido um aumento exponencial de investimentos, especialmente por parte de bancos e empresas de telecomunicações.

Segundo a Techsauce, uma revista tailandesa especializada em tecnologia e start-ups, o número de empresas que receberam dinheiro de investidores de risco entre 2012 e 2016 aumentou de três para 75. Traduzido para números o investimento passou de perto de três para 80 milhões de euros.

O ano passado foi um período de ouro para as start-ups tailandesas. Não só houve um aumento bastante significativo nos investimentos, como também foram fechados os três maiores negócios com microempresas do país. A Ookbee, uma revista digital do sudeste asiático, lidera o pódio, tendo recebido 17,5 milhões de euros. Em segundo e terceiro lugar ficaram a Omise Payment e a Orami com investimentos de 16 e 13,7 milhões de euros, respetivamente.

Numa entrevista à e27, Charlie Withayachamnankul, um dos cofundadores da recente AsiaStartups, uma nova organização que junta business angels e que procura “diminuir o risco dos investidores através de vários serviços como aconselhamento legal e financeiro”, referiu que a oportunidade de negócio está em ligar todos os mercados asiáticos, não se restringindo a um só.

As “corporações de investimento de risco [tailandesas]estão a tornar-se mais ativas, especialmente através de incubadoras e programas de aceleramento. Umas das razões pelas quais estão a ter mais visibilidade” afirmou o cofundador.

Em relação às empresas procuradas pelo grupo, Charlie referiu que aceitam “todas as start-ups e, às vezes, até pequenas e médias empresas, desde que se enquadrem no setor digital ou tecnológico”.

O mercado das start-ups tailandesas espera um 2017 mais diversificado e com mais investimento. Empresas do setor energético, seguradoras e imobiliárias estão-se a juntar ao grupo de investidores que são na sua grande maioria da esfera tecnológica ou digital.

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