Projetos de fintech, retalho e tecnologias de informação baseados em blockchain podem candidatar-se ao BlockStart.

Acelerar a blockchain na Europa é um dos objetivos do programa BlockStart, uma iniciativa que resulta de um consórcio europeu liderado pela Bright Pixel, em parceria com a consultora CIVITTA e a plataforma tecnológica FS6.

As start-ups que queiram ver os seus projetos de fintech, retalho e tecnologias de informação baseados em blockchain implementados e testados em PME europeias, podem inscrever as suas soluções até dia 26 de maio. No total, estão em jogo cerca de 800 mil euros para apoiar 60 empreendedores e 60 PME.

O programa, refira-se, quer também garantir boas práticas de utilização de tecnologia de blockchain, através de workshops, conferências e relatórios, junto da Comissão Europeia e demais intervenientes no ecossistema de inovação europeu, desde associações, clusters, incubadoras, investidores, entre outros.

Composto por três fases, o BlockStart começa com o “Arranque de Ideação”, que consiste na apresentação de 20 projetos a uma plateia de potenciais clientes (PME). Posteriormente, as 10 melhores soluções são selecionadas para a fase “protótipo”, que garante orientação e aceleração com a duração de quatro meses, com o objetivo de ajustar o produto às necessidades do mercado. Já na última fase, “Piloto”, que decorre durante dois meses, as start-ups terão a oportunidade de validar as suas soluções, testando-as junto das PME escolhidas para o projeto.

João Fernandes, responsável pela iniciativa na Bright Pixel, acredita que “o impacto será positivo e duradouro, não só a nível micro, nas start-ups que desenvolveram as soluções e PME que as testaram, mas também macro, pelos potenciais benefícios económicos e sociais da blockchain”.

Recorde-se que a iniciativa já contou com mais de 300 candidaturas de empresas, de mais de 30 países, impulsionou a implementação de 18 projetos-piloto e apoiou 40 start-ups de blockchain nos últimos dois anos, entre as quais três eram portuguesas.

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