Ataques com fraudes bancárias registaram aumento de 159% no primeiro trimestre

O número de ataques com fraudes bancárias aumentou significativamente no primeiro trimestre no ano. Em comparação com os últimos três meses de 2020, o número registou um crescimento de 159%, conclui um relatório da Feedzai.

Um novo relatório da Feedzai, o unicórnio português especializado numa plataforma de Inteligência Artificial que procura tentativas de fraude e outros crimes em transações financeiras, revela que o número de ataques com fraudes bancárias aumentou significativamente no primeiro trimestre no ano. Em comparação com os últimos três meses de 2020, o número registou um crescimento de 159%.

Segundo o relatório, 96% de todas as transações bancárias registadas ao longo do período em análise ocorreram através da Internet. Com cada vez mais consumidores a acederem a serviços de homebaking, a percentagem de tentativas de fraude bancária online também aumentou, perfazendo 93% do total de tentativas identificadas no primeiro trimestre do ano.

O relatório indica que os restantes 4% do total de transações ocorreram ou através de agências bancárias ou por serviços prestados através de chamada telefónica. As transações em agências bancárias aumentaram 442% face ao último trimestre de 2020, uma vez que as restrições implementadas no contexto da pandemia de Covid-19 começaram a aligeirar.

No que toca a fraudes através de serviços bancários telefónicos, os dados indicam que houve um aumento de 728% de tentativas em relação aos últimos três meses do ano passado.

Muitos consumidores optam por fazer compras online a partir dos seus smartphones. O relatório mostra que os utilizadores de equipamentos Android são mais frequentemente vítimas de esquemas fraudulentos, perfazendo 66% do total de transações mobile fraudulentas. Já no que diz respeito aos equipamentos iOS, a percentagem ronda os 34%.

O Top 5 de esquemas fraudulentos mais comuns é liderado por uma tática, conhecida como “Account Takeover” (ATO), com 42%, onde os “burlões” ganham acesso a credenciais e tomam o controlo de uma conta. A ocupar o segundo lugar, com 23%, está uma outra tática onde os cibercriminosos abrem contas. usando uma identidade roubada.

Seguem-se os esquemas onde os criminosos contactam as vítimas, fingindo que são uma entidade governamental ou autoridade correspondem a 21% do total, os esquemas onde as vítimas são defraudadas através de compras online que nunca chegam ao destinatário (15%) e ainda phishing (7%).

 

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