Entrevista/ “Apostar nos Açores é apostar no melhor lugar para se investir na Europa”

José Bettencourt, diretor executivo do CINIDA*

“Pretendemos dar o nosso contributo para fazer dos Açores um lugar com interesse estratégico, capaz de atrair investimento, contribuindo para a sua crescente promoção internacional”. Estes são objetivos que o Centro Internacional de Negócios e Investimentos do Açores quer concretizar, afirmou José Bettencourt, diretor executivo do CINIDA.

Localizado na Ilha de São Miguel, o Centro Internacional de Negócios e Investimentos do Açores (CINIDA), assume uma missão clara: apoiar as empresas, o desenvolvimento, a promoção e captação de investimento para a Região Autónoma dos Açores. José Bettencourt, Bettencourt, diretor executivo do CINIDA, explicou ao Link to Leaders as metas que quer atingir e a forma como pretende valorizar a  região, colocando-a no radar internacional de investidores e empreendedores. “Este é o momento de investir nos Açores”, afirma o responsável do CINIDA, e lembra que “é urgente definirmos um mapeamento estratégico do que cada ilha deve ter e pode oferecer”.

O que motivou a criação do Centro Internacional de Negócios e Investimentos dos Açores? E quais os objetivos ?
O Centro Internacional de Negócios e Investimentos dos Açores – CINIDA (International Business and Investment Center of Azores – IBC AZORES) foi prontamente reconhecido como uma entidade estratégica para a economia dos Açores. Temos como missão apoiar a captação de novos investimentos para a Região Autónoma dos Açores, apoiar as empresas nacionais e internacionais que querem investir nos Açores, ajudar a preparar a promoção externa das empresas açorianas, apoiar a internacionalização das empresas dos Açores, a promoção externa dos Açores. Somos uma estrutura de apoio às instituições regionais, empresariais, a empreendedores e investidores que desejem participar no potencial de crescimento e valorização que os Açores podem projetar para o mundo.

Quais os grandes propósitos a que se propõe o CINIDA?
Prestar os serviços que as empresas internacionais, nacionais e regionais nos Açores realmente precisam. Apoiar as empresas, significa desde logo a dar apoio à abertura de empresas, à projeção e constituição do seu negócio, preparar um business plan, apoiar as suas necessidades, apoiar a relocalização para os Açores, apoiar as necessidades de crescimento de negócio, mas também a gestão empresarial, passando pela modernização e digitalização das empresas, a reafectação de serviços, potenciando a internacionalização de empresas e instituições, fomentando a aposta na exportação de produtos e na afirmação de marcas, contribuindo para o crescimento da economia açoriana.

“Sabemos que os Açores são uma região de futuro (…)”.

A vossa aposta incide sobretudo em empresas e investidores nacionais ou internacionais?
Pretendemos apoiar e promover projetos nacionais e internacionais de referência nas diferentes áreas que sejam sinónimo de mais-valias para investidores, empresas e para os Açores. Pretendemos dar o nosso contributo para fazer dos Açores um lugar com interesse estratégico, capaz de atrair investimento, contribuindo para a sua crescente promoção internacional. Sabemos que os Açores são uma região de futuro e, no contexto atual, apostar nos Açores é apostar no melhor lugar para se investir na Europa. Este é o momento!

Como é que um empreendedor ou investidor pode abrir uma empresa nos Açores?
Deve desde logo contactar o Centro Internacional de Negócios e Investimentos dos Açores que dispõe de um balcão especialmente dedicado ao apoio direto às empresas, investidores e empresários. Dispomos de uma linha telefónica dedicada a empresários e investidores que fará o atendimento e agendamento de reuniões e serviços.

O CINIDA está capacitado com infraestruturas preparadas para a receção de investidores nacionais e internacionais, recursos humanos qualificados para acolher toda a comunidade, apoiando o investimento e o desenvolvimento de negócios nos Açores onde cada empresário é responsável pelo seu negócio/investimento e pelo impacto que este poderá causar na sua execução. Será nesse contexto que atuaremos sempre.

“(…) o tecido empresarial nos Açores está verdadeiramente a mudar e a transformar-se”.

Como avalia a evolução do setor empreendedor no arquipélago nos últimos anos?
O setor empreendedor está a crescer a bom ritmo, de alguma forma surpreendente. Os Açores crescem economicamente sem interrupções há mais de dois anos e isso é um sinal claro de que tem futuro e são, neste momento, uma forma de afirmação da economia portuguesa no mundo. O crescimento de novas empresas nos Açores está no ranking de criação de empresas a nível nacional e isso significa que o tecido empresarial nos Açores está verdadeiramente a mudar e a transformar-se.

Que argumentos podem os Açores usar para atrair empresas e investimento?
Os Açores beneficiam de um regime fiscal único, oferecendo um dos mais atrativos regimes fiscais e incentivos ao investimento da Europa, tendo o segundo mais baixo IVA da zona euro (Taxa Reduzida 4%; Taxa Intermédia 9%; Taxa Normal de 16%) e apresentando dos mais baixos impostos da União Europeia para as empresas (IRC 8,75 %), com a mais baixa carga fiscal de Portugal, com a possibilidade de obter igualmente benefícios fiscais únicos.

Oferece um ambiente empresarial amigável e único no contexto europeu e proporciona uma das melhores vantagens competitivas da Europa em várias áreas de negócio, oferecendo excelentes oportunidades de incentivos ao investimento. Incluindo um sistema atrativo de apoio ao investimento único, com medidas de apoio ao emprego, impostos competitivos e benefícios fiscais específicos que são uma mais-valia em toda a Europa. Este é o momento de investir nos Açores. É o momento de investir no melhor lugar europeu para realizar negócio e investimentos.

“Os Açores estão a liderar o crescimento de novas empresas e isso está ligado necessariamente aos recordes que todos os dias se ultrapassam ao nível turístico”.

Como fazer dos Açores um lugar com interesse estratégico nacional e internacional?
Os dados económicos são muito promissores e em alguns casos surpreendentes. Tem contribuído decisivamente para isso a estabilidade política que os sucessivos Governos tem tido e dado aos Açores. E devemos estar todos reconhecidos por isso ser um facto.

É urgente fazer crescer a indústria nos Açores. Um novo tecido empresarial e produtivo começa a nascer. Os Açores estão a liderar o crescimento de novas empresas e isso está ligado necessariamente aos recordes que todos os dias se ultrapassam ao nível turístico. Os Açores fecharam o ano de 2022 com 2,5 milhões de visitas turísticas, o que perfaz 12 vezes mais o seu número de referência populacional de 246 mil habitantes. O desemprego está a níveis dos mais baixos de sempre.

Os Açores, os arquipélagos, dão a Portugal uma essência atlântica fundamental para posicionar o nosso país na senda de vários “grandes espaços”, pelo qual passarão cada vez mais importantes rotas comerciais, militares, marítimas e aéreas, unindo a Europa às Américas ou até a África, não esquecendo o longínquo Índico ou Pacífico.

Além disso, os Açores beneficiam de um enquadramento geopolítico ideal que facilita as relações bilaterais com as regiões vizinhas e adquire um assinalável comportamento no seio de organizações europeias, como o Comité da Regiões (onde detém a presidência), a Assembleia das Regiões, a Agência Europeia Marítima, a União Europeia ou até mesmo a NATO, onde se destaca a importante Base das Lajes e as infraestruturas militares existentes. Ou até a ONU, assinalando-se o contributo dos Açores para a afirmação da plataforma intercontinental. Desta conjuntura resulta uma vantagem que terá de afirmar os Açores no jogo estratégico e competitivo internacional, reforçando o peso de Portugal.

Que melhorias existem a fazer nos Açores?
Analisando os dados económicos e sociais dos Açores mais recentes, sabemos que a população residente ascende a 246,829 mil habitantes e apresenta uma estrutura menos envelhecida do que o país em geral, que é composta por 62.995 pensionistas. Sabemos que a população ativa representa 60% da população, destacando-se o emprego na construção e no turismo da população empregada, seguindo-se o comércio por grosso e a retalho e a agricultura, silvicultura e pesca.

O tecido empresarial açoriano está assente numa economia demasiado dependente do seu mercado interno, com cerca de 29 mil empresas não financeiras, o que representa cerca de 70 mil empregos diretos. Há cerca de 35 mil empresários em nome individual e cerca de 5 mil sociedades onde se encontram metade dos empresários em nome individual, estando grande parte sediados na ilha de São Miguel. Ainda assim, são cerca de 500 as empresas de média expressão e não mais do que 50 as empresas privadas com verdadeira vocação e condição exportadora.

Está por cumprir o processo de internacionalização das empresas açorianas. Em 2020, o PIB açoriano ascendeu a 3 mil milhões de euros (representando 2.1% do PIB nacional), registando um PIB per capita de 17.7 mill euros. Mas a balança comercial dos Açores continua a ser uma balança comercial deficitária, pois importa mais do que aquilo que exporta. No topo das importações para os Açores estão precisamente os mesmos produtos que exporta: peixe e lacticínios. Apesar dos últimos dados conhecidos mostrarem que os Açores dobrou o número das exportações.

Existe um elevado potencial futuro, nomeadamente na produção biológica e na valorização dos produtos tradicionais e únicos da região, como o chá, a carne, o leite e derivados, o mel, o tabaco, a beterraba, o ananás e o maracujá. Os Açores são o único sítio da Europa onde se produz e cultiva chá e tabaco.

“É urgente definirmos um mapeamento estratégico do que cada ilha deve ter e pode oferecer”.

Alguma das ilhas está melhor posicionada para assumir um lugar de destaque neste trabalho de promoção dos Açores como centro internacional de negócios?
É urgente definirmos um mapeamento estratégico do que cada ilha deve ter e pode oferecer. Definindo quais os principais polos de atração e potencialidades que cada ilha pode claramente assegurar e captar. E isso passa pela análise interna de cada ilha e de cada realidade.

É essencial fazer renascer o tecido industrial nos Açores e para re-industrializar os Açores tem de ser projetado o que é que cada uma das nossas nove  ilhas pode fazer nesse sentido. A economia açoriana não pode nem deve viver alicerçada só em turismo, na pesca ou na agricultura. A nossa carne é uma referência mundial, tendo sido exemplarmente preservada e representada pelas diversas associações agrícolas, mas penso que seja necessário apostar no aumento de bovinos para que possamos ganhar escala internacional também nessa área. Todo o projeto autonómico dos Açores deve assentar na união e solidariedade entre todos e isso passa pelo apoio e união de todas as as ilhas, pela sua grandeza e potencial.

“Apostar na internacionalização das empresas, das suas marcas e instituições é o caminho”.

A internacionalização das empresas dos Açores e instituições é uma prioridade?
Apostar na internacionalização das empresas, das suas marcas e instituições é o caminho. Os exemplos de internacionalização são pontuais e representam ainda margens residuais de faturação. Desde logo porque não existem significativas empresas que tenham já apostado nesse processo. Estamos muito atrasados, mas temos de começar a recuperar o tempo perdido.

Foram anos e anos de uma lógica de atuação passiva assente na ideia quase única de economia regional e no apoio público quase contínuo às empresas, sobretudo aquelas de maior dimensão. E este ciclo de atuação não é amigo da inovação, nem da modernização de negócios. Não gera riqueza nem mais-valia. Dificulta o caminho. Quanto mais riqueza o investimento nacional e internacional gerar nos Açores mais autonomia e qualidade de vida terão os Açores e os açorianos. E isso significa mais e melhor futuro para os Açores.

Para que tipo de empresas e investidores vai o vosso foco enquanto Centro Internacional de Negócios e Investimentos?
Os Açores tem hoje a capacidade de atrair um conjunto de redes internacionais e janelas de liberdade e oportunidades estratégicas. O seu desenvolvimento empresarial passa, em muito, pela atração de polos de competências que permitam afirmar-se como o “Europorto” da Europa. Pela dinamização e aposta em novos setores, que vão desde as indústrias tecnológicas e digitais, à criação de hubs, centros de ciência e tecnologia, a abertura de data e digital centers, start-ups e PME inovadoras, economia digital, centros logísticos à escala europeia e intercontinental, assim como novas empresas de retalho, distribuição, transformação, pescado… Ou empresas inovadoras em diferentes áreas, como a espacial, militar, industrias criativas, tecnológicas, agroalimentares, conservas e congelados, unidades de investigação e desenvolvimento, energias verdes e infraestruturas de ponta. Devemos fomentar a aposta em novos clusters, parece-me mais positivo e atraente e eles existem.

Vai haver sinergias com estruturas como o TERINOV (Parque de Ciência e Tecnologia da Ilha Terceira), ou o NONAGON (Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel)?
Naturalmente que o CINIDA, enquanto entidade de captação e atração de investimento para os Açores, manterá um diálogo atento com os parques tecnológicos da região, nomeadamente realçando sempre a importância desses parques contarem essencialmente na sua constituição e representatividade com uma forte presença de empresas nacionais e internacionais.

Os Açores tem parques científicos e tecnológicos como o NONAGON e o TERINOV com excelentes condições para incubação de empresas internacionais, entidades que podem ser uma referência na promoção da inovação tecnológica e na capacitação de recursos humanos na área dos sistemas de informação e comunicação, o que comprova a importância deste setor para a região.

Destacando-se o NONAGON que tem hoje, a meu ver, das melhores infraestruturas de um parque tecnológico a nível nacional. Mas saliento uma ideia base e muito importante que tem sido consciente ou inconscientemente renegada para segundo plano por vicissitudes várias e que considero ser o fator mais importante que justifica a existência desses parques tecnológicos e que se chama: internacionalização.

O que devem então fazer os parques tecnológicos?
Os parques tecnológicos que existem não deverão servir para maioritariamente acolherem empresas regionais e dos Açores. A razão de ser de um Parque Tecnológico e de Inovação deve ser em primeira instância ter a capacidade de atrair empresas nacionais e, sobretudo, internacionais que invistam e se re-localizem nos Açores pois serão estas que irão cumprir o essencial e o propósito de um parque tecnológico: criar inovação e e afirmar-se tecnologicamente.

E, portanto, se não existe nos Açores no seio do empreendedorismo regional know how e apoio económico que dê alavancagem, que permita uma afirmação internacional, só pode haver um caminho que é o de potenciar as condições da região para atrair empresas que tenham capacidade, know how e desenvolvimento para que possam ajudar os Açores a firmar-se no mundo. Só aí estarão verdadeiramente a gerar mais-valia e, consequentemente, riqueza para a região.

É importante apoiar as empresas dos Açores sem dúvida nenhuma. É fundamental, mas para esse fim existem diversos mecanismos e meios que não devem passar pela inclusão de empresas regionais ainda sem escala e capacidade e inseri-las num parque tecnológico como elevado potencial. Enquanto infra estrutura de maior deve focar-se na sua capacidade de atrair novas e criativas empresas que venham essencialmente dos grandes centros tecnológicos e de desenvolvimento. Por outras palavras, só haverá sucesso e justificação desses parques tecnológicos na mesma medida que se conseguir atrair empresas de dimensão internacional e isso para apostar verdadeiramente na internacionalização dos parques tecnológicos tem de ser criadas condições para que os mesmos se deem a conhecer internacionalmente, caso contrário os parques tecnológicos existentes não estarão a cumprir o seu propósito maior de gerar mais-valias e empresas de dimensão que ajudem os Açores a projetar-se no mundo.

Não haverá sucesso e afirmação tecnológica sem um plano de internacionalização. E naturalmente que os orçamentos anuais desses parques tem aumentado de ano para ano e tem de corresponder ao retorno que as empresas que usufruem das instalações e condições dos parques geram, caso contrário haverá manifestamente uma desproporção entre o que é investido pelos dinheiros públicos da região verso o retorno financeiro que esses parque darão. De que nos serve termos parques tecnológicos com muito boas instalações e repletos de empresas, se essas empresas não trazem verdadeiramente recursos e riqueza para região?

“Daremos apoio a todos os nómadas digitais e a todas as start-ups que se queiram instalar e até sedear os seus negócios (…)”.

O CINIDA está apoiar projetos na área dos nómadas digitais?
Estamos preparar um conjunto de iniciativas que irão ajudar a potenciar os nómadas digitais nos Açores. Daremos apoio a todos os nómadas digitais e a todas as start-ups que se queiram instalar e até sediar os seus negócios, as suas empresas, projetos e ideias em todas as fases de crescimento e aceleração.

É de referir que os Açores dispõem atualmente de um clima muito favorável à instalação de nómadas digitais, oferecendo desde logo uma rede de transmissão de comunicações com ligações por cabo submarino totalmente suportada em tecnologia de fibra ótica. Esta rede já oferece alta velocidade, além de alta disponibilidade de largura de banda, com 3G/4G preparando agora a 5G, oferecendo excelentes condições para suporte à economia digital.

“(…) iremos aprofundar o nosso modelo autonómico rumo a um futuro mais capaz e preparado”.

Entende como positivo que os investidores possam investir na região. Que apelo faz?
Aos investidores diria que seja bem-vindo quem vier por bem. Todos aqueles que queiram preservar o nosso habitat, a nossa natureza e a sua sustentabilidade, que percebam a especificidade das nossas ilhas e o potencial único que elas comportam, serão certamente uma mais-valia para a região.

Não devemos temer quem quer acreditar em nós enquanto região. Quem decide escolher os Açores para investir não pode ser ignorado. Porque essa atitude poderá significar menos uma possibilidade de gerar riqueza e postos de trabalho. Desde que as suas intenções e aspirações sejam legítimas e que sirvam os interesses dos Açores, devem ser atendidas e compreendidas. Não podemos desacreditar todos aqueles que em nós possam confiar ou delegar os seus interesses, os seus investimentos, as suas empresas, o seu know-how.

O progresso e o desenvolvimento geram a riqueza e isso representa maior coesão, distribuição e autonomia. Quanto mais riqueza produzirmos, maior será a sua distribuição coletiva, menos dependentes seremos de todos aqueles que dão o seu contributo público para os Açores. Por outras palavras, iremos aprofundar o nosso modelo autonómico rumo a um futuro mais capaz e preparado.

Que lacunas ainda encontra no arquipélago?
É preciso um novo horizonte para os Açores nas políticas públicas. Precisamos de um criar um plano que seja suficientemente abrangente e percebido por todos. Um plano estrutural e transversal para os Açores, que designo como “Conceito Estratégico Regional” e que defina linhas orientadoras estratégicas a atingir e que em oito ou 10 pontos seja passível de ser aceite pela maioria daqueles com poderes legislativos e executivos nos Açores.

Se quisermos um modelo próximo dos “Objetivos do Millennium” onde esteja consagrado que metas queremos atingir dentro de 10 anos, perspetivando um horizonte de futuro. Essas ideias passariam por vetore como o aprofundamento da autonomia, a qualificação da população e transição digital, inovação, ciência e tecnologias integradas, energias renováveis e mobilidade, educação e saúde de qualidade, redefinição do setor público empresarial, requalificação de infraestruturas essenciais, aproveitamento dos recursos naturais, investimento na modernização da agricultura e na reafectação dos recursos do mar e das pescas, reindustrialização dos setores produtivos, ou na internacionalização do tecido empresarial, preparando a região para o essencial caminho do desenvolvimento sustentado que tem de ter o seu cerne na exportação.

É a invulgar beleza das nossas ilhas e a existência de infraestruturas fundamentais para o desenvolvimento que estão já concluídas que permitem podermos afirmar que os Açores já fizeram a sua parte. Este é o tempo de perguntarmos o que é que cada um de nós pode fazer pelos Açores.

 

*Centro Internacional de Negócios e Investimentos dos Açores

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