Através do Antler, Magnus Grimeland investe em empresas em estágio inicial, nomeadamente em mercados emergentes. No seu portefólio conta já com mais de 400 empresas investidas.

Depois de estar dois anos nas forças navais especiais da Noruega, Magnus Grimeland decidiu, em 2003, ir para Harvard estudar. Na altura tinha 23 anos. Grimeland teve como colega de turma e amigo Eduardo Saverin, um dos cinco cofundadores do Facebook que possui uma fortuna avaliada em 11,4 mil milhões de dólares (10,81 mil milhões de euros). Também conheceu Tyler Winklevoss, fundador da Winklevoss Capital Management e da bolsa de criptomoedas Gemini.

Após a licenciatura e de trabalhar na McKinsey, Grimeland colaborou com um bilionário da Internet, Oliver Samwer, da Rocket Internet, e ajudou-o a transformar o Global Fashion Group, com sede em Luxemburgo, num conglomerado de comércio eletrónico com mais de 1,6 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros) em vendas.

O seu mais recente projeto é um fundo de venture capital denominado Antler, que procura empreendedores  de mercados emergentes como Jacarta, Nairobi, São Paulo e a cidade Ho Chi Minh.

Grimeland espera receber cerca de 100 mil inscrições este ano, das quais cerca de 2,5% serão aceites. Quem entra no programa deixa os seus empregos antigos para conseguirá criar um melhor por conta própria. Como atrativo, a Antler oferece uma bolsa de até 2.500 dólares (2370 euros) a quem participar.

Os programas variam de seis a 12 semanas, durante as quais os participantes procuram cofundadores, desenvolvem um modelo de negócio e tentam convencer o Antler de que merecem o financiamento inicial. O fundo geralmente investe entre 100 mil e 200 mil dólares (95 dólares) para uma participação de 10% – mesmo que a empresa não tenha sido constituída.

Grimeland iniciou o Antler em 2017 com 500 mil dólares (475 mil euros) em capital. Um ano depois, levantou 6 milhões de dólares (5,7 milhões de euros) de um grupo de amigos. Hoje, o fundo gere cerca de 500 milhões de dólares (475 milhões de euros) em ativos, conta com 21 escritórios em seis continentes, com uma rede de assessores e operadoras em cada cidade e já investiu em mais de 450 start-ups.

As empresas do portfólio do fundo Antler são jovens. Até agora, cerca de um em cada oito dos investimentos da empresa falhou. Mas há perspetivas promissoras. A Reebelo, plataforma através da qual as pessoas compram e vendem smartphones e portáteis usados, está a aproximar-se dos 100 milhões de dólares (95 milhões de euros) em vendas anuais e dos 10 mil clientes mensais. Também a XanPool está a seguir um caminho promissor – a start-up ajuda a processar pagamentos de criptomoedas para mais de 400 clientes, incluindo o unicórnio fintech sul-coreano Toss, e arrecadou 27 milhões de dólares  (26 milhões de euros) no ano passado, investimento liderado pela Valar Ventures de Peter Thiel.

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