Conheça a história da AirPatrol, uma start-up nascida da Estónia, que se tornou uma empresa avaliada em milhões de euros sem qualquer tipo investimento exterior.

Esta start-up começou quando o atual CEO, Daniel Dordett, percebeu que não havia forma de controlar o ar-condicionado sem estar em casa. Com esta nova ideia, a empresa tornou-se um sucesso que já conta com 50 mil clientes presentes em 33 países diferentes e com um leque de seis produtos diferentes.

Fundada em 2011, a AirPatrol percebeu a falha que havia no mercado dos produtos de aquecimento e refrigeração por só darem para regular presencialmente. Dordett decidiu criar o primeiro protótipo, lançando-o oito meses mais tarde. Com esta nova ferramenta, os utilizadores podiam regular os sistemas de temperatura de sua casa a partir de qualquer ponto do mundo, utilizando o telemóvel. Este é, ainda hoje, o “best-seller” da empresa.

Segundo a start-up estoniana, assim que o produto foi lançado a sua eficácia foi comprovada, no entanto, tal como em qualquer outra microempresa, o arranque foi complicado. As primeiras mil unidades foram difíceis de vender. “Apontámos como público alvo distribuidores de sistemas de refrigeração/aquecimento. Analisámos o canal de distribuição e apostámos no marketing direto para o nosso alvo. Tentámos encontrar o preço e o risco mais baixo ao apontar para grandes distribuidores que tinham mais possibilidades de chegar ao consumidor final”, explica Daniel Dordett. Depois de terem vendido o primeiro milhar de aparelhos, o problema tomou o polo oposto: a start-up não conseguia acompanhar a procura.

Uma estratégia bem definida tornou esta start-up autossuficiente desde o início, não precisando de qualquer tipo de investimento. “O nosso consumidor final nos países nórdicos é um grupo bastante específico e direcionámos o marketing diretamente para este conjunto de pessoas. A maneira mais fácil de vender o produto é através de um distribuidor”, no entanto, para abranger todos os países vizinhos a start-up teve de utilizar técnicas de publicidade diferentes. “Na Suécia usámos um ‘website’ de teste de produtos ligado ao governo. Na Finlândia há uma revista ligada à tecnologia que surtiu o mesmo efeito”, explica CEO.

“No final de contas conseguimos criar um produto estável e moderno num mercado tradicionalmente aborrecido e tornar este setor divertido”, acrescenta.

Aconselhando outros fundadores de start-ups, Dordett considera que o maior problema é ser aceite pelo mercado. “Sê honesto contigo mesmo, com os teus empregados e com a tua empresa. Sê criativo e explora todas as possibilidades e canais do mercado. Sê proativo, faz o que for necessário para levar a tua empresa para a frente”, refere o fundador estoniano.

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