A start-up que perdeu todos os clientes, mas iniciou um novo negócio numa semana

A SnapBar tinha um negócio de aluguer de cabines fotográficas para eventos, mas a pandemia deixou-a sem clientes. Os dois irmãos fundadores não baixaram os braços e, numa semana, criaram outro negócio: o Keep Your City Smiling.

No início de março, a start-up norte-americana SnapBar, instalada em Washington, reuniu toda equipa num encontro que pretendia definir a estratégia anual para o projeto. Na altura os irmãos Sam e Joe Eitzen ainda não tinham consciência do impacto que a crise provocada pela pandemia do coronavírus iria ter no seu negócio de aluguer de cabines fotográficas, Gifs e vídeos para eventos, que, em 2019, ocupou o n.º 473 na lista da Inc.5000. Quando regressaram da team meeting de dois dias a realidade bateu-lhes à porta: os cancelamentos sucederam-se e, de repente, a sua fonte de receita desapareceu porque não havia clientes.

Rapidamente a dupla de irmãos pôs mãos à obra e se os eventos ao vivo já não se realizavam, e não tinham data de reinício prevista, tinham de arranjar uma alternativa. Afinal tinham uma equipa de 43 colaboradores para gerir.

No dia 16 de março reuniram a equipa e apresentaram as cerca de 50 novas ideias de negócio que tinham idealizado. A lista ficou reduzida a 18 sugestões de onde os irmãos Eitzen escolheram uma: Keep Your City Smiling.

Seria um novo braço da “casa mãe” Snap Bar (entretanto em stand by) para vender caixas de presentes diretamente ao consumidor com produtos de empresas locais, como lanches, obras de arte, café, canecas ou velas. Numa semana, a operação estava montada e pronta a funcionar.

O projeto Keep Your City Smiling vai de vento em pompa e já fornece caixas de presentes específicas para cada cidade, como são os casos de Seattle, Los Angeles, São Francisco ou Portland, locais, aliás, onde a maioria dos clientes da Snap Bar está localizada.

Mas as coleções de caixas vão-se sucedendo e já existe uma coleção para recém-formados, outra para profissionais de saúde, por exemplo, sem esquecer as personalizadas para marcas como H&M, Starbucks, Microsoft ou Mastercard, entre outras.

O modelo de negócio baseia-se numa rede de empresas locais que fornecem os produtos e que a equipa encontrou em plataformas como a Etsy e o Google. Também contemplou start-ups que estavam igualmente a atravessar um mau momento, mas que possuíam produtos que se enquadravam no projeto. A partir daí, a rede de fornecedores de produtos para as caixas presente foi-se consolidando através do “boca a boca”.

A equipa Keep Your City Smiling também apostou nas redes sociais e enviou um email aos clientes corporativos do Snap Bar a explicar a mudança de direção do negócio, uma estratégia que ajudou a gerar cerca de 10 mil dólares (cerca de 9 mil euros) em pedidos online nos primeiros dias.

Depois de um mês de atividade, a Keep Your City Smiling já tinha vendido 100 mil dólares (perto de 90 mil euros) em caixas, o que incluiu pedidos corporativos que variam entre 25 e as 200 caixas, explicou um dos fundadores do projeto. Nova Iorque e Austin podem ser as próximas cidades a ter caixas Keep Your City Smiling.

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