Uma plataforma imobiliária que pretende eliminar a intermediação, reduzir os custos e facilitar a vida das pessoas através da tecnologia. Assim se define a Kazzify, um novo projeto digital especializado na venda de imóveis que esta semana se apresentou ao mercado. Vasco Pereira Coutinho, administrador, falou com o Link To Leaders e explicou as metas da Kazzify.

A start-up portuguesa chegou esta semana ao mercado e promete “revolucionar” o ramo imobiliário nacional.  A Kazzify disponibiliza uma plataforma digital integrada, online ou no telemóvel, através da qual o processo de venda de uma casa ou qualquer outro imóvel se torna mais prático e fácil. A premissa base do projeto, como explica o seu administrador, assenta no funcionamento transparente para os utilizadores, seja para o vendedor ou para o comprador.

Como surgiu o projeto Kazzify? Estão ligados a algum grupo do setor imobiliário tradicional?
Temos muitos anos de experiência no imobiliário e, já por vezes, questionamos como se poderia criar um modelo deste tipo. Há alguns casos europeus de que já tínhamos conhecimento e acreditamos que este modelo será uma tendência e novos operadores com este modelo irão ser uma realidade no mercado nacional.
Por curiosidade, conhecemos a Marta Gonçalves que fez uma tese sobre a introdução de tecnologia no processo de mediação e o respetivo impacto. Depois, em equipa, analisamos a viabilidade e concluímos que Portugal tem as condições ideais para se testar este modelo. A partir daqui foi executar a ideia e criar a plataforma, que esperamos ir melhorando ao longo dos próximos meses.

Então é um projeto 100% made in Portugal?
Totalmente português, desde o desenvolvimento tecnológico até à gestão.

Qual o vosso target preferencial?
A Kazzify serve todo o mercado imobiliário. Pretendemos chegar aos vendedores que querem ter um serviço cómodo e pagar menos pela venda da casa e, por outro lado, aos compradores que procuram um valor mais competitivo.

Quantos imóveis têm em carteira?
Acabamos de lançar. Temos uma centena de casas. Queremos chegar aos milhares até ao final do ano, conseguindo gerar mais uma centena de transações.

Quais as características diferenciadoras da plataforma? 
Não existe nada semelhante em Portugal. Além da comissão ser fixa, distingue-nos todo o serviço que temos disponível e a comodidade de ser digital. As visitas virtuais são incríveis, permitem ver quase “in loco” a casa poupando tempo às pessoas.

Enquanto start-up, com que entraves se estão a deparar para o arranque do projeto?
Até ao momento nenhum entrave. Estamos entusiasmados em trazer inovação ao mercado.

“Somos uma plataforma que pretende eliminar a intermediação (…)”

Afirmam-se com o propósito de “trazer uma maior disrupção digital ao mercado imobiliário”. De que forma?
Pelas razões que referi. Somos uma plataforma que pretende eliminar a intermediação, reduzir os custos e facilitar a vida as pessoas, através da tecnologia.

A Kazzify anunciou que irá gradualmente disponibilizar serviços digitais para acelerar a digitalização de processos associados à venda de imóveis. Que serviços são esses?
A Kazzify terá um conjunto de serviços adicionais e revolucionários que vai dar a conhecer ao longo do tempo, como, por exemplo, a possibilidade da gestão das visitas através de um calendário dedicado. Teremos mais surpresas a desvendar muito em breve. Atualmente, temos já ativa a visita virtual ao imóvel, evitando algumas visitas físicas desnecessárias, filtrando quem realmente tem interesse no imóvel.

“Para compradores e vendedores o espaço digital vai ser cada vez mais relevante.”

Qual a mais-valia que o digital pode trazer ao mercado imobiliário?
Tudo. O fecho dos negócios nunca serão 100% digitais, mas todo o processo e a aceleração do negócio pode ser digital. Para compradores e vendedores o espaço digital vai ser cada vez mais relevante.

De que forma as novas plataformas podem ser disruptivas face ao mercado convencional de venda de imóveis?
Pode ser disruptivas ao trazerem serviço e acrescentarem valor (incluindo o precioso tempo) a todos os envolvidos no processo: agência, comprador e vendedor.

“Nunca iremos comprar casas online como compramos livros ou roupa, mas todo o processo é facilitador.”

O mercado nacional já está suficientemente maduro para a venda de imóveis online?
Portugal tem neste momento condições para que o processo de compra e venda digital seja mais frequente. Nunca iremos comprar casas online como compramos livros ou roupa, mas todo o processo é facilitador. Hoje existem sites de classificados e a pesquisa online é cada vez maior.

Quais as vossas ambições empresariais?
Queremos liderar este novo modelo e ser o maior player em Portugal. Depois de consolidado iremos olhar para alguns mercados internacionais, a seu tempo

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