Cada vez mais start-ups fora dos Estados-Unidos alcançam o estatuto de unicórnio a um ritmo mais rápido do que nunca.

A entrada no clube dos unicórnios empresariais parece estar a perder o seu prestígio, devido ao número cada vez maior de start-ups que cresce ano após ano. O dado mais surpreendente é a diferença para a primeira vaga de unicórnios nascidos de Silicon Valley e outros viveiros dos Estados Unidos (Uber, Airbnb,…). Nesta nova vaga, as empresas valorizadas acima de um bilião de dólares nascem cada vez mais fora dos Estados Unidos, como o último unicórnio RobinHood.

De facto, quase metade dos 193 membros atuais do clube dos unicórnios (que somam uma valorização total acumulada de 665 biliões de dólares) tem sede e/ou origem ​​fora dos Estados Unidos, segundo dados da CB Insights.

“37% de todas as empresas (unicórnios atuais e anteriores) que alcançaram uma valorização superior a um bilião de dólares em 2014 eram de fora dos Estados Unidos”, revelam os dados da CB Insights. “No ano seguinte, 53 por cento de todas as empresas que alcançaram o estado de unicórnio nesse ano eram de fora dos Estados Unidos. Em 2016, esse número aumentou de novo para 58%. No que levamos do ano de 2017, já houve 11 empresas acrescentadas ao clube unicórnio global e 8 eram de fora dos Estados Unidos.”

A China, com 46, tem a maioria das start-ups unicórnio de fora dos Estados Unidos. Com efeito, a China tem mais unicórnios do que todos os outros países combinados (exceto os Estados Unidos). A China também é o lar das cinco empresas mais valiosas (Xiaomi, Didi Chuxing, China Internet Plus, Lu.com e Toutiao), segundo o CB Insights.

Segue-se a Índia, com 9 unicórnios, o Reino Unido com 8,a Alemanha com 4 e a Coreia do Sul com 3. Dez outros países fecham a lista, juntando um unicórnio cada um à lista: Argentina, Canadá, Colômbia, República Checa, Indonésia, Japão, Luxemburgo, Países Baixos, Nigéria e África do Sul.

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