5 sinais de alerta de como a start-up não sobreviverá ao fim de um ano

As estatísticas mostram que cerca de 50% das novas empresas não sobrevive mais de cinco anos e 96% fecham ao fim de uma década. Tendo em conta este cenário, como é que se pode saber se uma start-up vai estar entre o grupo dos vencedores ou na percentagem de derrotados?

Quanto mais cedo se detetarem falhas na empresa, melhor. Só assim se conseguirá mudar o rumo ou reavaliar, ou mesmo lançar um outro negócio com mais probabilidades de sucesso do que continuar a insistir numa empresa que não sobreviverá. Para ajudar a lidar com a situação, o Inc enumera os cinco sinais de alerta que mostram que a start-up não sobreviverá após os primeiros 12 meses.

1. Os investidores não têm interesse no negócio
O capital dos investidores permite que o fundador incremente o seu negócio mais rapidamente do que se ficar à espera de autofinanciamento. Com esse financiamento, a empresa pode ter orçamento para usar em divulgação, na contratação de funcionários de alto nível, para adquirir software e  hardware necessários para criar processos internos eficientes, entre outros processos que ajudem a obter uma vantagem inicial. Se o fundador não consegue captar o interesse dos investidores, há que reavaliar o plano de negócios.

Na opinião do fundador da NOIA Network, Domas Povilauskas: “Se não consegue atrair investidores para a sua ideia de negócio, há um problema”. Questões financeiras à parte, se os investidores não estiverem interessados, isso pode significar que a ideia de negócio não é tão boa assim ou pelo menos precisa de encontrar uma maneira mais atraente de apresentar.

2. Não existem planos para testar e adaptar
O futuro não é tolerante para modelos de negócios obstinados e inflexíveis. Com dispositivos de comunicação instantâneos à mão de todos, o ambiente em que a empresa trabalha muda rapidamente, assim como as  expetativas do público-alvo e dos concorrentes.

Por essa razão, a previsão de negócios deve incluir planos e processos para testar, repetir e otimizar produtos, experiência do cliente, processos internos e até mesmo análise competitiva. O ambiente em que a empresa opera mudará rapidamente e, para que a empresa tenha sucesso deve adaptar-se à mudança.

3. O negócio não resolve o problema do mercado de uma forma inovadora
A concorrência no mercado não significa que a empresa está votada ao fracasso, na verdade a concorrência pode ser um indicador de que há procura pelo produto ou serviço. Mas se o mesmo modelo de negócio foi divulgado por toda a Internet e muitos empreendedores singulares estão a apostar na mesma estratégia, é um sinal que dificilmente a empresa terá sucesso a longo prazo.

Do mesmo modo, se o negócio não cria um novo mercado ou resolve um problema existente, então o empreendedor deve questionar-se sobre o que poderá motivar a compra do seu produto em detrimento de outros já existentes.

4. A “matemática está errada”
Se quer ganhar dinheiro, tem que gastar dinheiro e transformar o capital gasto em receita. A este processo pode chamar-se ROI ou retorno do Investimento (Return On Investment em inglês). Quando se avaliam os números do negócio – custos indiretos contra o valor de mercado aceitável e potencial de rentabilidade –, a empresa deve ter lucro. Se houver uma falha de rentabilidade entre o custo de produção e preço de venda, o empreendedor tem duas opções: encontrar um novo mercado que possa pagar um preço alto ou fabricar um produto menos caro .

5. O negócio está atrás da curva tecnológica
O mundo está a mudar constantemente e a tecnologia tem um papel vital nessa mudança. Se a empresa vai durar mais do que apenas alguns anos, ela deve adaptar-se aos avanços tecnológicos. A concorrência certamente estará alerta.

Se a empresa responder positivamente aos cinco indicadores acima, o mais provável é que a start-up não veja o nascer do segundo ano de atividade. Mas isso não significa que esmoreça. Ao fazer esta análise, o fundador pode despender mais tempo a desenvolver uma empresa que cative o interesse dos investidores, testar e otimizar o plano de negócios, resolver os problemas do mercado de uma nova forma, entre outros passos. Ao reavaliar tudo isto, o fundador pode ter uma nova oportunidade para construir um negócio a longo prazo.

Comentários

Artigos Relacionados