De Meryl Streep, em As Sufragistas, a Salma Hayek, em Frida, conheça alguns dos filmes mais inspiradores que enaltecem a paixão e a resiliência de mulheres fortes e independentes que lutam por aquilo em que acreditam.

Aproveite este fim de semana para celebrar a igualdade de direitos e tudo o que as mulheres alcançaram ao longo da história, até ao dias que correm. Sugerimos uma sessão de cinema em casa, com filmes onde as mulheres assumem o papel de protagonistas.

1. As Sufragistas – movimento sufragista inglês

As Sufragistas, realizado por Sarah Gavron, é um drama que acompanha a história de ativistas que, no início do século XX, ainda se viam sem o direito de voto no Reino Unido. Com o objetivo de expor as leis sexistas e de mudar a forma como estas eram vistas, um grupo de mulheres junta-se a Emmeline Pankhurst (Meryl Streep). Juntas, desafiam o Estado e optam, consequentemente, por formas de manifestação cada vez mais radicais, tudo em prol da igualdade de direitos e de oportunidades.

Disponível na Netflix.

2. Radioactive – Marie Curie

Dirigido por Marie Noëlle, este filme mostra a luta da física e química Marie Curie (Karolina Gruszka) pelo reconhecimento na comunidade científica francesa no início do século XX, dominada por homens. Curie enfrentou vários desafios para conseguir trabalhar como cientista, sendo o principal deles ter que se mudar da Polónia para a França para estudar. A sua maior contribuição foi a descoberta da radioatividade e de novos elementos químicos. Foi também a primeira mulher a ser admitida como professora na Universidade de Paris e a primeira a ganhar um Prémio Nobel.

Disponível na Netflix.

3. A Juíza – Ruth Bader Ginsburg

O filme, que ganhou o Prémio BAFTA de Melhor Documentário, conta a vida e carreira de Ruth Bader Ginsburg, também conhecida como RBG.  A sua vida foi marcada pela luta contra a desigualdade de género. Ginsburg foi a segunda juíza a ser apontada para o Supremo Tribunal dos EUA e formou-se em Harvard. Lidou com obstáculos para ocupar posições no ramo do direito como mulher, judia e mãe ainda na metade do século XX, tendo vencido diversos casos nos tribunais dos Estados Unidos. RBG tornou-se num símbolo de movimentos feministas, especialmente na garantia dos direitos reprodutivos e de paridade de género.

Disponível na Apple TV+.

4. As Nadadoras – Yusra e Sara Mardini

A história das irmãs Yusra e Sara Mardini contada no recém-lançado filme da Netflix As Nadadoras. Com o início da guerra civil síria, as irmãs – representadas pelas atrizes Manal e Nathalie Issa – viram-se obrigadas a fugir sozinhas para a Alemanha para conseguirem ter um futuro e continuar a treinar natação. Yusra, a mais nova das duas, tinha o sonho de competir nos Jogos Olímpicos pela Síria, objetivo que estava ameaçado.

Após terem de cruzar o mar Egeu a nado, as irmãs Mardini têm que começar uma nova vida em Berlim e planear um futuro sem a família por perto. Yusra participou nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, competindo pelo equipa de refugiados e sagrando-se campeã. Depois, tornou-se Embaixadora da Agência de Refugiados da ONU, enquanto a sua irmã, Sara, mudou-se para Lesbos, na Grécia, para ajudar outros refugiados.

Disponível na Netflix.

5. Frida – Frida Kahlo

Este filme é um retrato verdadeiro da história e da vida da pintora mexicana Frida Kahlo, interpretada por Salma Hayek, focando-se ainda na relação amorosa e abusiva com o marido Diego Rivera (Alfred Molina). Para além de ter sido uma grande artista, Frida lutou contra uma vida carregada de dor – desde um trágico acidente à amputação de uma perna -, e contra o consumo de drogas e álcool, que a matou aos 47 anos. Hoje Frida é símbolo de movimentos feministas e da força feminina.

Disponível na Apple TV+.

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