39% dos líderes consideram que a diversidade, equidade e inclusão são uma perda de tempo

 39% dos líderes acreditam que as iniciativas que promovam a diversidade, equidade e inclusão são “uma perda de tempo organizacional, de esforço e de dinheiro”, conclui um estudo da United Minds, que analisou a visão de profissionais do Canadá, Estados Unidos e Reino Unido.

Está comprovado cientificamente. A promoção da diversidade é fundamental para os negócios. Aumenta os ganhos financeiros, reduz as taxas de “turnover” e atrai talentos, entre outros tantos benefícios. No entanto, segundo uma nova pesquisa da United Minds, consultora de RH e transformação organizacional, realizada em parceria com a KRC Research, 39% dos líderes acreditam que as iniciativas que promovem a diversidade, equidade e inclusão são uma perda de tempo, de esforço e de dinheiro.

Entre os funcionários que partilham a mesma opinião, a percentagem chega aos 34%. Esses dois grupos [o dos funcionários e o dos líderes] são compostos, na sua maioria, por homens brancos.

“Os líderes precisam de inspirar os seus funcionários, mostrando a direção correta para o caminho da diversidade”, explica Rodolfo Araujo, vice-presidente da United Minds na América Latina. “Não adianta ter uma mesa exclusiva para diretores no refeitório ou um andar apenas para a alta gestão na empresa. Eles precisam de assumir compromissos que ultrapassem o discurso sedutor”, acrescenta o responsável.

Segundo o estudo, que analisou 1.527 colaboradores de empresas nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, o tom e o comportamento da liderança são os principais indicadores de que os colaboradores estão satisfeitos com a abordagem da sua organização em relação à diversidade e inclusão.

Se nada for feito, a tendência é a de que a empresa perca talentos. Um em cada quatro funcionários que já sofreu ou sofre de assédio, discriminação ou de agressões no ambiente de trabalho prevê deixar a empresa no próximo ano, avança o estudo.

Para Araujo, o desafio para as organizações é “romper a camada” dos 34% e 39% que ainda não encaram a importância e os benefícios da diversidade dentro e fora da empresa. “Uma mudança nessa perceção só será profunda com a mudança cultural da organização, transformando os seus processos e as suas práticas”, afirma, acrescentando que “os funcionários também precisam de ser avaliados com base numa cultura mais inclusiva e não apenas a partir da sua performance”, conclui.

Ainda de acordo com o estudo da United Minds, 71% dos colaboradores das grandes empresas consideram importante pertencer a uma organização que valoriza a igualdade. No entanto, apenas metade dos funcionários (57%) está satisfeita com a forma como o tema está a ser abordado nas empresas para as quais trabalha.

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