Opinião

10 formas de promover a colaboração para a inovação entre os colaboradores

Pedro Cilínio, diretor da DIN*

A capacidade da empresa para reconhecer o valor de conhecimento externo e de o assimilar para depois o poder aplicar na empresa, depende da capacidade dos seus colaboradores disseminarem internamente o conhecimento adquirido, através das práticas de colaboração internas da organização.

Estas práticas, envolvem essencialmente a mobilização de equipas multidisciplinares representadas pelas várias áreas funcionais na empresa, sejam elas de projeto ou equipas permanentes. Estas equipas são muitas vezes abertas à participação de parceiros externos tais como fornecedores de tecnologia ou clientes, dependendo dos recursos e competências identificadas como necessárias, não descurando ainda a participação dos colaboradores da empresa em equipas externas nos parceiros.

De forma sistematizada, as 10 principais práticas de promoção da inovação através da colaboração interna são:

  1. Realização de sessões de brainstorming, agendadas próximas do local visado para a implementação de uma melhoria ou resolução de problema, quer seja no chão de fábrica ou em gabinete;
  2. Organização de projetos em equipas transversais e multidisciplinares (engenharia simultânea) envolvendo competências de vários departamentos, com um líder de projeto formalmente designado, que promove o alinhamento com os objetivos do projeto;
  3. Criação de equipas multidisciplinares e multi-departamentais permanentes, que podem estar organizadas por áreas de competência/conhecimento ou terem uma atuação mais operacional, por exemplo, na resolução de problemas ou na otimização dos métodos de trabalho, tanto ao nível produtivo como administrativo;
  4. Utilização de ferramentas eletrónicas que facilitem a comunicação dentro e entre as equipas; por exemplo, um portal ou plataforma de colaboração, onde todos podem aceder a informação, colaborar e comunicar, envolvendo todas a unidades organizacionais relevantes;
  5. As equipas são abertas à participação de parceiros externos tais como fornecedores de tecnologia ou clientes, em função das competências necessárias, sendo igualmente promovida a participação dos colaboradores da empresa em equipas externas;
  6. Os novos colaboradores, nomeadamente os quadros técnicos, fazem a sua integração na empresa trabalhando nas várias áreas funcionais, para que adquiriram conhecimento transversal dos processos e para promover a criação de ligações informais com a generalidade das equipas e funções;
  7. São realizados programas de formação em temas transversais, visando distribuir o esforço de melhoria contínua;
  8. Reuniões/sessões alargadas para apresentação, por cada equipa, de novos projetos e dos resultados dos projetos em curso;
  9. Realização de ações de comunicação interna ou externa, visando a apresentação dos resultados dos projetos e o reconhecimento do contributo dos colaboradores;
  10. Alinhamento dos mecanismos de avaliação e de incentivo com o envolvimento e resultados obtidos em projetos ou iniciativas de colaboração.

Este tipo de práticas tem sido adotado com sucesso por várias empresas, destacando-se o caso da indústria automóvel, onde a procura de melhoria contínua leva à sistematização das práticas de inovação em colaboração com clientes e fornecedores, servindo por isso como referencial útil a empresas de outras cadeias de valor.

*Direção de Investimento para a Inovação e Competitividade Empresarial / IAPMEI

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Pedro Cilínio

Pedro Cilínio

Atualmente é assessor do Conselho Diretivo do IAPMEI, depois de, entre dezembro de 2022 e novembro de 2023, ter passado pelo cargo de secretário de Estado da Economia. Tem mais de 20 anos de experiência em promoção de investimento para a inovação, internacionalização e competitividade das empresas, adquirida em várias funções exercidas no IAPMEI e na AICEP (ex-ICEP), grande parte das quais na gestão de unidades de negócio. Desde 2006 no IAPMEI, foi diretor na área de sistemas de incentivos... Ler Mais..

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